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Exportações de ovos crescem mais de 15% em Minas Gerais e impulsionam diversificação do agro

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Exportações de ovos avançam e aumentam receita

As exportações de ovos de Minas Gerais registraram crescimento de 15,7% no volume embarcado nos dois primeiros meses do ano, totalizando 1,1 mil toneladas.

No mesmo período, a receita também apresentou avanço, com alta de 4,4% em relação ao primeiro bimestre do ano anterior, alcançando US$ 1,5 milhão. O desempenho reforça o papel do setor avícola na diversificação da pauta exportadora do estado.

Chile lidera compras e impulsiona crescimento

De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o principal destino dos ovos mineiros foi o Chile, responsável por cerca de 70% das aquisições.

O resultado é impulsionado pela abertura do mercado chileno para ovos e derivados brasileiros desde 2023, por meio do modelo de pre-listing. Esse mecanismo permite que estabelecimentos habilitados no Brasil sejam previamente aceitos pelo país importador, sem a necessidade de auditorias individuais.

Presença internacional se amplia para novos mercados

Além do Chile, a produção mineira de ovos também alcança outros mercados internacionais, incluindo países da África, Europa e Ásia.

Entre os destinos estão Mauritânia, Serra Leoa, Gâmbia, Cuba, Colômbia, Itália e Japão, evidenciando a diversificação geográfica das exportações.

Minas segue como terceiro maior exportador do agro

No consolidado do agronegócio, Minas Gerais exportou US$ 2,4 bilhões entre janeiro e fevereiro, com embarques de 1,5 milhão de toneladas.

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Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve recuo de 5,2% no valor exportado, enquanto o volume apresentou leve alta de 0,3%.

Mesmo com a queda na receita, o estado mantém a terceira posição entre os maiores exportadores agropecuários do país, respondendo por cerca de 11% da receita nacional do setor.

Queda no valor médio impacta resultado

Segundo análise técnica da Seapa, a retração no faturamento está mais relacionada à queda nos preços médios e à composição da pauta exportadora do que à redução física dos embarques.

O valor médio por tonelada exportada caiu de US$ 1.752,79 para US$ 1.657,31, refletindo a pressão sobre os preços internacionais de diversos produtos.

Pauta exportadora diversificada alcança 148 países

Ao todo, 397 produtos agropecuários mineiros foram exportados para 148 países no primeiro bimestre do ano.

Os principais destinos incluem China, Estados Unidos, Alemanha e Itália, reforçando a ampla inserção internacional do agro mineiro.

Café recua em receita e volume

Principal produto da pauta exportadora, o café somou US$ 1,6 bilhão no período, com queda de 8,8% na receita.

O volume embarcado também apresentou retração significativa, com 3,6 milhões de sacas, redução de 28,1% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Carnes sustentam crescimento das exportações

O setor de carnes bovina, suína e de frango teve papel relevante na sustentação das exportações, com receita de US$ 274,7 milhões, alta de 11,4%.

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O volume embarcado atingiu 76,2 mil toneladas, crescimento de 3% na comparação anual.

Setor sucroalcooleiro amplia volume exportado

O segmento sucroalcooleiro registrou embarques de 535,6 mil toneladas, aumento de 27% no volume.

Apesar disso, a receita somou US$ 191 milhões, com leve queda de 3,3%, refletindo a redução dos preços médios no mercado internacional.

Complexo soja registra forte crescimento

O complexo soja, que inclui grãos, óleo e farelo, apresentou desempenho positivo, com receita de US$ 130,3 milhões e embarques de 289,5 mil toneladas.

Os resultados representam alta de 41,7% em valor e 31,2% em volume, além de elevação no preço médio por tonelada.

Produtos florestais registram queda

Os produtos florestais, como celulose, madeira e papel, totalizaram US$ 176,2 milhões em exportações, com queda de 10,4%.

O volume embarcado também recuou, atingindo 330,8 mil toneladas, redução de 8,1% na comparação com o ano anterior.

Diversificação fortalece presença do agro mineiro

O desempenho das exportações, com destaque para o crescimento do setor de ovos, reforça a estratégia de diversificação da pauta agropecuária de Minas Gerais.

Mesmo diante de oscilações nos preços internacionais, o estado amplia sua presença em diferentes mercados e mantém relevância no comércio global de produtos do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nanossensores revolucionam detecção de pesticidas na água e fortalecem monitoramento ambiental, aponta estudo

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O avanço da nanotecnologia está abrindo novas perspectivas para o monitoramento ambiental e a proteção dos recursos hídricos. Pesquisadores ligados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) destacam que os nanossensores representam uma das soluções mais promissoras para detectar resíduos de pesticidas na água de forma rápida, precisa e com elevada sensibilidade.

O tema é abordado no capítulo Nanosensores Avançados para Detecção de Pesticidas em Água: Garantindo a Segurança Ambiental e a Saúde Pública, publicado em janeiro de 2026 na obra Emerging Nanotechnologies for Agroecosystem Management. O estudo reúne avanços científicos que podem ampliar significativamente a eficiência da vigilância ambiental e subsidiar políticas de preservação dos recursos hídricos.

Contaminação da água segue como desafio global

A presença de pesticidas em rios, lagos e mananciais é uma preocupação reconhecida por organismos internacionais e pela comunidade científica. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a exposição prolongada a determinados contaminantes químicos presentes na água destinada ao consumo humano pode provocar efeitos adversos à saúde, reforçando a necessidade de sistemas eficientes de monitoramento.

Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que o consumo mundial de pesticidas supera 4 milhões de toneladas por ano. Parte desses produtos não permanece nas áreas de aplicação e pode alcançar os corpos d’água por processos naturais, como escoamento superficial e lixiviação do solo.

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Esse cenário torna essencial o desenvolvimento de tecnologias capazes de identificar rapidamente a presença desses compostos e fornecer informações para ações preventivas e corretivas.

Nanossensores aumentam precisão na detecção de pesticidas

O estudo destaca que a evolução dos sensores ambientais, especialmente aqueles associados à nanotecnologia, está transformando a capacidade de monitoramento da qualidade da água.

Entre as tecnologias avaliadas estão sensores eletroquímicos, ópticos e dispositivos baseados em mecanismos de bioreconhecimento. Nesse grupo, os biossensores — incluindo sensores enzimáticos, imunossensores e sensores de DNA — apresentam elevado desempenho na identificação de pesticidas, mesmo quando presentes em concentrações extremamente baixas.

A incorporação de nanomateriais aos dispositivos amplia sua eficiência ao oferecer maior área de contato, melhor transferência de elétrons e respostas analíticas mais rápidas, aumentando significativamente a precisão dos resultados.

Monitoramento em tempo real fortalece a gestão ambiental

Outro diferencial apontado pelos pesquisadores é a possibilidade de utilização desses equipamentos diretamente em campo.

Por serem mais compactos, portáteis e potencialmente mais acessíveis, os nanossensores permitem o monitoramento em tempo real da qualidade da água, reduzindo o tempo entre a detecção de uma contaminação e a adoção de medidas de controle.

Essa capacidade pode contribuir para respostas mais ágeis diante de eventos de poluição, reduzindo riscos ambientais e fortalecendo programas de vigilância em áreas agrícolas e de abastecimento.

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Tecnologia apoia agricultura sustentável e políticas públicas

Os pesquisadores ressaltam que os nanossensores não substituem as estratégias de prevenção da contaminação, mas fornecem informações fundamentais para orientar decisões técnicas e políticas públicas.

Segundo o estudo, a integração dessas tecnologias aos programas de monitoramento ambiental e às práticas agrícolas sustentáveis pode ampliar a eficiência da gestão dos recursos hídricos, oferecendo dados confiáveis para ações de fiscalização, mitigação de impactos e preservação ambiental.

Além disso, a disponibilidade de informações em tempo real favorece o desenvolvimento de estratégias mais eficientes para reduzir a exposição da população e dos ecossistemas aos resíduos de pesticidas.

Pesquisa reúne especialistas em nanotecnologia aplicada ao agro

O capítulo foi elaborado pelos pesquisadores Diego Maroso da Silva, Clarice Steffens e Juliana Steffens, integrantes da rede de pesquisa do INCT NanoAgro.

A publicação integra um esforço internacional voltado ao desenvolvimento de soluções inovadoras para a agricultura sustentável e conta com a edição do pesquisador Leonardo Fraceto, coordenador do INCT NanoAgro, em parceria com cientistas de diversos países, reforçando o papel da nanotecnologia como uma das principais ferramentas para o futuro da segurança ambiental e da produção agropecuária sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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