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Exportações de café caem em setembro e clima preocupa

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O Brasil fechou setembro com queda nas exportações de café, redução tímida no preço do grão e um estado de atenção em relação às condições climáticas das lavouras para as próximas semanas, aponta estudo de mercado divulgado pelo banco Rabobank.

No mês passado, segundo a análise, o país exportou 3,3 milhões de sacas de café, uma queda de 10,9% na comparação com agosto e de 5,3% em relação a setembro do ano anterior. O volume embarcado de café arábica verde encolheu 20,3% no comparativo com 2022 e totalizou 2,4 milhões de sacas.

Por outro lado, as vendas externas de café conilon somaram 625.000 sacas e registraram um aumento de 317% no período. Os principais fatores para essa alta, segundo o Rabobank, foram a oferta global limitada de robusta, a maior disponibilidade do conilon brasileiro para exportar e o preço competitivo em comparação com outros mercados.

O banco ainda pontua que, apesar do recente conflito entre Israel e Hamas, o mercado internacional de fertilizantes permanece estável, e a percepção inicial de que a capacidade de produção e exportação não foi afetada manteve a estabilidade do mercado. Com isso, a relação de troca em outubro ficou praticamente inalterada, afirma o Rabobank.

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Café: preços e clima no radar

A análise destaca ainda que, em setembro, os preços locais de café arábica e conilon caíram 2% e 1%, respectivamente, na comparação com o mês anterior. Já em outubro, o valor das duas variedades teve um declínio de 1%. Entre os limitadores de valor, estão as perspectivas otimistas para a próxima safra e a incerteza sobre a demanda global.

Já em relação ao clima, o Rabobank pondera que o mês passado teve chuvas abaixo da média na maioria das produções de arábica, mas sem prejuízo às plantas. Apesar de outubro estar sendo chuvoso, a avaliação é de que as condições estão mais secas do que o esperado no Espírito Santo e no leste de Minas Gerais, importantes regiões produtoras.

“As próximas semanas serão importantes, pois a continuidade das chuvas é essencial para prevenir uma floração antecipada. Condições prolongadas de seca e calor podem diminuir o rendimento em 2024”, alerta o banco.

Fonte: Rabobank

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

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Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

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O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

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Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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