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Juntos, Brasil e EUA continuam liderando exportações mundiais de carne de frango; mas enfrentam maior concorrência

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Embora as exportações brasileiras de carne de frango tenham começado em 1975, no quarto final do século passado o Brasil foi um mero coadjuvante do comércio internacional do produto, pois, então, o mercado era dominado por EUA (líder absoluto) e alguns países europeus, entre eles França, Reino Unido, Alemanha e Holanda.

No primeiro dos anos 2000, por exemplo, o volume exportado pelo Brasil – perto de 900 mil toneladas – correspondeu a cerca de 18% do total mundial, distribuindo-se o restante entre os EUA – pouco mais de 2,230 milhões de toneladas, 46% do total – e os demais exportadores (36% do total).

Esse cenário mudou nos anos seguintes e já em 2004 o Brasil tornava-se líder do setor, posição mantida até hoje e que o próprio Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) considera imbatível. Tanto que projeta para os EUA, em 2025, exportações correspondente a pouco mais de 60% das exportações brasileiras

Em 2012, oito anos depois de ocuparem a liderança mundial, as exportações brasileiras quase quadruplicaram. E como o comércio mundial aumentou pouco mais de 100% e as exportações norte-americanas menos de 50%, a participação do Brasil aumentou perto de 95%, chegando a 35% do total mundial. EUA e demais exportadores mantiveram a segunda e terceira posições com, respectivamente, 33% e 32% do total cada.

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Nas primeiras projeções do USDA para 2015 o Brasil não só mantém a liderança no comércio mundial, mas também aumenta ligeiramente sua participação, que deve chegar a 36% do total. Mas algo vai mudar radicalmente em relação ao registrado em 2012: a fatia dos demais países exportadores vai superar a brasileira e chegar a 42% do total.

Aos níveis previstos, Brasil e EUA juntos ainda deterão 58% das exportações mundiais. Mas a concorrência imposta pelos demais exportadores será bem mais acirrada.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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