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Exporta Mais Brasil: empresas do setor de bebidas podem se inscrever para rodada de negócios em Palmas (TO)

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Atenção empresários do ramo de bebidas: a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) está com inscrições abertas para uma rodada de negócios do setor no Exporta Mais Brasil, programa desenvolvido pela Agência para facilitar o contato de empresas brasileiras com o mercado internacional sem precisar sair do Brasil. O evento acontecerá nos dias 16 e 17 de maio, durante a Feira Agrotecnológica do Tocantins (Agrotins), em Palmas (TO). As inscrições vão até 19 de março e devem ser realizadas neste link.

São 15 vagas destinadas a empresas do setor de bebidas (água mineral, sucos, refrigerantes, cachaças, licores, cervejas e vinhos), de todas as maturidades exportadoras, que terão a oportunidade de se conectar a compradores internacionais e expandir seus negócios. Seguindo as diretrizes e políticas da ApexBrasil, empresas de micro e pequeno porte, das regiões Norte e Nordeste e/ou lideradas por mulheres, terão vantagem na pontuação. Outros critérios incluem:

  • Possuir ferramenta de comunicação digital em línguas estrangeiras;
  • Possuir lista de preços para mercado internacional (FOB);
  • Possuir certificação de reconhecimento internacional (Global GAP, Grasf, Rain Forest, Alliance, Fair Trade, Smeta, etc.);
  • Participação nos programas PEIEX ou AgroBR, da ApexBrasil;
  • Realização de exportação direta ou indireta no período de 2021 a 2023.

Os negócios selecionados receberão preparação para um bom desempenho na iniciativa, serviços de matchmaking, agendamento de rodadas de negócios e credenciamento para o acesso ao local do evento. Leia o regulamento completo aqui.

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Preparação gratuita

Para a prontidão e a eficácia nas rodadas de negócios internacionais, a preparação das empresas é fundamental. A ApexBrasil possui um conjunto de soluções gratuitas para apoiar empresárias e empresários nessa jornada:

Oportunidades de negócios para seus produtos nos mercados globais:

  • Acesse plataformas digitais interativas, desenvolvidas e atualizadas para as empresas brasileiras identificarem as oportunidades de negócios e tendências em diferentes mercados globais.
  • Temos, ainda, estudos aprofundados, desenvolvidos por especialistas, sobre oportunidades de negócios em diferentes países e informações essenciais sobre os principais requisitos de acesso a mercado para diversos produtos.
  • Veja também os aspectos mais relevantes para comércio e investimentos dos principais mercados mundiais.

Capacite toda sua equipe para as principais questões para exportação de seus produtos pela plataforma de educação a distância da ApexBrasil

  • Formação de preço para exportação
  • A logística da exportação
  • Análise e classificação de produtos para exportação
  • A prontidão para exportar
  • Consistência da marca e presença digital
  • Desenvolvimento de embalagens para exportação

Além dessa preparação em EAD, a ApexBrasil realizará um webinar preparatório para as empresas na segunda quinzena de abril.

Sobre a Agrotins

Considerada a maior feira de tecnologia agropecuária da região Norte do Brasil, a Agrotins (Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantis) tem como objetivo promover o desenvolvimento do setor agropecuário, destacando as potencialidades do agronegócio, assim como apoiar e divulgar as ações de pesquisa, adaptação, validação, divulgação e transferência de tecnologias ao setor produtivo.

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A feira acontece anualmente e conta com mais de 5 mil agricultores familiares de associações, cooperativas e comunidades agrícolas, além de técnicos, expositores e estudantes de escolas agrícolas de diversos assentamentos no entorno de Palmas, distritos da capital e de outras regiões, mobilizando os 139 municípios de Tocantis. A 24ª Edição da feira terá como tema “Bioeconomia”, e a expectativa é que mais de 950 expositores e parceiros participem.

Sobre o Exporta Mais Brasil

Com o slogan “Rodando o país para as nossas empresas ganharem o mundo”, o Exporta Mais Brasil foi criado pela ApexBrasil para potencializar as exportações do país a partir de uma aproximação ativa com diferentes setores da economia de todas as regiões do Brasil. Por meio do programa, empresas brasileiras têm a oportunidade de se reunir com compradores internacionais que vêm ao país em busca de produtos e serviços ligados a setores específicos.

Em 2023, com investimento de R$ 5 milhões, o Exporta Mais Brasil completou 13 rodadas em 13 estados brasileiros, dedicadas a 13 diferentes setores produtivos. O programa movimentou, ao todo, R$ 275 milhões em negócios e promoveu 3.496 reuniões de negócios entre 143 compradores internacionais de 41 países e 487 empresas brasileiras. Em 2024, o programa visitará os outros 14 estados do país, além de retornar a São Paulo e ao Ceará.

Conheça mais sobre o Programa Exporta Mais Brasil e a participação das empresas brasileiras nas edições anteriores

Fonte: ApexBrasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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