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Mundo Mel: Encontro de Apicultores em Pato Branco Promove Inovações no Setor

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Nos dias 17 e 18 de outubro, Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, receberá o evento Mundo Mel, que reunirá produtores e entusiastas do mel da região. O encontro será realizado no Centro de Eventos Prefeito Astério Rigon e tem como objetivo fortalecer a apicultura no estado e na Região Sul, oferecendo conhecimento, tecnologia e dicas para a produção de mel voltadas a diversos negócios do setor.

A iniciativa é promovida pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), pelo Instituto Água e Terra (IAT), pelo Sebrae/PR e pela Prefeitura Municipal de Pato Branco.

A chefe do núcleo regional da Seab em Pato Branco, Leunira Vigano Tesser, destaca o crescimento do setor apícola: “É uma cadeia produtiva que está em ascensão e que, até pouco tempo atrás, era bastante desorganizada. Em alguns municípios, os produtores já se organizam em associações”, observa. Ela ressalta, ainda, a importância da preservação das abelhas, uma preocupação constante do Governo do Estado e das instituições envolvidas.

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Leunira também enfatiza o papel do pólen na agricultura. “Sabemos que a Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] tem pesquisas que mostram que a conciliação de apiários com lavouras de soja traz excelentes resultados em produtividade”, explica.

Durante o evento, o público poderá participar de palestras, talk shows com especialistas do setor, experiências práticas, mesas-redondas com entidades colaboradoras, apresentações de pesquisas de instituições de ensino superior e oficinas para aprimorar as atividades apícolas.

MEL NO PARANÁ

O Paraná se destaca como o segundo maior produtor de mel do Brasil. Em 2023, o Valor Bruto de Produção (VBP) da cultura atingiu R$ 161 milhões, com uma produção total de 10,2 mil toneladas. Arapoti foi a cidade que mais produziu mel no estado, com um VBP de R$ 24,9 milhões e 1,5 mil toneladas. Em seguida, Ortigueira, com um VBP de R$ 9,4 milhões (600 toneladas), e Prudentópolis, com R$ 5,9 milhões (380 toneladas). Além disso, a exportação de mel do Paraná cresceu 113% no primeiro semestre de 2024, alcançando 23 países.

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QUALIDADE

O mel paranaense é valorizado pela sua qualidade. Os apicultores da região Oeste do Paraná, por exemplo, produzem um mel diferenciado, com sabor característico e produtividade superior à média nacional. Desde 2017, o Mel do Oeste do Paraná conta com Indicação Geográfica (IG) concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

INSCRIÇÕES

Para participar de uma das 24 oficinas oferecidas, é necessário realizar inscrição. O custo de cada oficina é de R$ 25,00, com almoço gratuito para os primeiros 400 inscritos em cada um dos dias. A programação pode ser consultada aqui, e as inscrições podem ser feitas online neste link.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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