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Expointer 2025: Arco abre inscrições para ovinos de todo o Brasil com prazo estendido até 28 de julho

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Inscrições abertas para ovinos na Expointer 2025

A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) anunciou a abertura das inscrições para participação na Expointer 2025. Os ovinocultores interessados têm até o dia 28 de julho para garantir presença no evento, que será realizado no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). A entidade espera a adesão de criadores de todo o país, especialmente dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, além dos já tradicionais expositores do Rio Grande do Sul.

Alta expectativa impulsionada por resultados anteriores

Segundo o presidente da Arco, Edemundo Gressler, o bom desempenho das feiras anteriores e o volume de negócios realizados têm estimulado a participação de um número expressivo de animais na próxima edição. “As associações e seus dirigentes têm demonstrado o bom momento que os criadores estão vivendo em termos de comercialização”, ressaltou.

Gressler avalia que a transição de 2024 para 2025 está sendo especialmente promissora para a ovinocultura brasileira, o que reforça as expectativas positivas para a próxima edição da feira.

Promoção das raças e presença internacional

Outro destaque apontado por Gressler é o empenho das associações promocionais de raça, que vêm se mobilizando para apresentar seus animais na Expointer. Segundo ele, uma recente reunião com essas entidades reforçou o compromisso coletivo de valorizar as raças ovinas nacionais.

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Além disso, está confirmada novamente a presença de jurados internacionais, o que, de acordo com o presidente da Arco, contribuirá para o alto nível técnico dos julgamentos e para a visibilidade internacional do evento. “Acreditamos que a ovinocultura será novamente um dos pontos altos da Expointer, com destaque para a qualidade genética das raças apresentadas”, afirmou.

Prazo estendido atende pedidos dos criadores

A prorrogação do prazo de inscrição até o final de julho foi um pedido dos próprios criadores. Muitos alegaram que alguns animais ainda estavam em fase de desenvolvimento, o que impedia a confirmação antecipada da participação. A extensão do período permite que as cabanhas tenham mais segurança ao inscreverem seus ovinos.

Critérios técnicos para admissão dos animais

A Arco alerta que os interessados devem consultar a Circular de Inscrição, disponível no site da entidade, para verificar os critérios técnicos exigidos para admissão dos animais, como índices de fertilidade, peso e altura da lã — os quais variam de acordo com a raça.

A superintendente do Registro Genealógico da Arco, Magali Moura, detalha um dos principais critérios de corte: a fertilidade das fêmeas. “A partir de determinada idade, as fêmeas devem ter gestado e parido, o que deve ser comprovado por inspeção com o cordeiro ao pé ou por ultrassonografia. Se estiverem vazias, sem cria ou sem histórico comprovado, serão desclassificadas”, explica.

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Coleta de DNA para comprovação de parentesco

Nesta edição, a Expointer contará também com a coleta de material genético dos animais classificados entre os quatro primeiros colocados — tanto machos quanto fêmeas. O objetivo é realizar testes de DNA para comprovar o parentesco paterno, reforçando a confiabilidade dos registros genealógicos.

Serviço:

  • 📅 Prazo final para inscrições: 28 de julho de 2025
  • 🌐 Mais informações e requisitos técnicos: Site da Arco – www.arcoovinos.com.br

A Expointer 2025 se prepara para consolidar, mais uma vez, o protagonismo da ovinocultura no cenário nacional, reunindo qualidade genética, diversidade de raças e forte representatividade dos criadores brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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