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Safra dos Cafés do Brasil foi estimada em 58,08 milhões de sacas para este ano de 2024

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A produção da safra dos Cafés do Brasil prevista para o ano-cafeeiro 2024 foi estimada inicialmente em um volume físico equivalente a 58,08 milhões de sacas de 60kg, performance que implica acréscimo em torno de 5,5% em relação à produção total colhida no ano anterior. Citado volume inclui a produção de 40,74 milhões de sacas da espécie de café Coffea arabica (café arábica), que representam 70% da safra nacional prevista, e, adicionalmente, 17,34 milhões de sacas da espécie de Coffea canephora (café robusta+café conilon), que correspondem a 30%, caso tais números se confirmem em nível nacional.

Neste contexto, vale mencionar que a área total destinada atualmente ao cultivo dos Cafés do Brasil das duas espécies citadas, neste ano de 2024 em foco, é de 2,25 milhões de hectares, número que representa um ligeiro acréscimo de 0,8% em relação à safra anterior. Tal área contempla 1,92 milhão de hectares efetivamente em produção, os quais denotam um crescimento de 2,4% em relação ao período anterior. E, ainda, mais 336,3 mil hectares na fase de formação, a despeito de essa área registrar uma redução de 7% na comparação com o mesmo período anterior.

Em relação especificamente ao C. arabica, a estimativa da safra dos Cafés do Brasil em tela indica que a área total de cultivo da espécie será de 1,82 milhão de hectares, e que, desse total, 1,53 milhão de hectares estão em fase efetiva de produção, além de 297,5 mil hectares que ainda encontram-se em fase de formação. Assim, o cultivo do C. arabica corresponde a 80,9% da área total destinada à cafeicultura em nível nacional no ano-cafeeiro 2024. Com base em tais números, constata-se que a produtividade média dessa espécie de café pode ser estimada em 26,7 sacas por hectare.

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Complementando-se esses dados com a área utilizada pelos cafés da espécie de C. canephora, verifica-se que a área total de cultivo da espécie foi estimada em 430,5 mil hectares, sendo 391,7 mil hectares empregados efetivamente na produção deste ano, mais 38,9 mil hectares em fase de formação. Dessa forma, a área empregada no cultivo desta espécie de canephora representa em torno de 19,1% do total do cultivo da cafeicultura no País, no período citado objeto desta análise. Caso tais números se confirmem ao longo da safra 2024, a produtividade média da espécie atingirá 44,3 sacas por hectare.

Os dados estatísticos que estão permitindo realizar esta análise e divulgação da estimativa da safra dos Cafés do Brasil do ano-cafeeiro 2024 pelo Observatório do Café foram obtidos do 1° Levantamento da Safra de Café de 2024, da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, o qual encontra-se disponível na íntegra, assim como várias versões anteriores deste estudo, no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, e também obviamente no site da Conab.

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Conforme também consta do estudo da Conab objeto desta análise e divulgação, a produção mundial de café prevista para a safra 2023-2024 está estimada em 171,4 milhões de sacas de 60kg, o que representa um acréscimo em torno de 4,2%, na comparação com o mesmo ciclo anterior, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). E, neste contexto, que a produção mundial de C. arabica está estimada em 97,3 milhões de sacas de 60 quilos, performance que representa um acréscimo de 10,7% em relação à safra anterior. E, em complemento, que a produção de C. Canephora está prevista para alcançar um volume físico equivalente a 74,1 milhões de sacas de 60 quilos, o qual, se confirmado, representará a uma queda de 3,3% na comparação com a safra mundial anterior de 2022-23.

1° Levantamento da Safra de Café de 2024

Fonte: Embrapa Café

Fonte: Portal do Agronegócio

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USDA projeta exportação de 49 milhões de sacas e safra recorde no Brasil

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O Brasil deve exportar 49 milhões de sacas de café (60 kg) na safra 2026/27, volume que sinaliza uma retomada robusta do protagonismo brasileiro no mercado global. A projeção, divulgada nesta quarta-feira (03.06) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), fundamenta-se na expectativa de uma safra nacional recorde, estimada em mais de 70 milhões de sacas.

O dado é um divisor de águas: enquanto o primeiro quadrimestre de 2026 acumulou apenas 11,5 milhões de sacas exportadas — uma queda de 24% frente ao mesmo período de 2025, fruto de estoques internos exauridos por safras anteriores limitadas — o USDA identifica, a partir de abril, o início de uma reversão dessa tendência, com a oferta crescendo para atender à forte demanda internacional.

Um dos pontos de maior atenção é a sinalização de avanço no acordo entre União Europeia e Mercosul. Atualmente, o Brasil já tem isenção tarifária para o café verde na Europa. Contudo, o produto de maior valor agregado — o solúvel, sobre o qual incide uma taxa de 9%, e o torrado e moído (7,5%) — ainda enfrenta barreiras que favorecem concorrentes como o Vietnã. A expectativa é que, com a gradativa redução dessas tarifas a zero nos próximos quatro anos, o café brasileiro ganhe um fôlego extra para dominar o mercado europeu.

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O USDA projeta que os estoques finais da safra 2026/27 alcancem 4,4 milhões de sacas, um aumento frente aos 3,8 milhões previstos para o ciclo atual. Com a promessa de uma colheita volumosa, superando a marca de 70 milhões de sacas, o Brasil tem potencial para elevar suas exportações em até 30%. O desafio agora é equilibrar essa oferta recorde com a volatilidade cambial e as variações climáticas que ditam o ritmo da porteira para fora.

Fonte: Pensar Agro

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