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Café, Família e Superação: A Trajetória de Sucesso de uma Cafeicultora Mineira

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Discreta, mas apaixonada pelo que faz, Altilina Lacerda tem sua história entrelaçada com o café e a família. Aos 46 anos, define-se como uma autêntica mineira da roça e traz no sangue a tradição cafeeira. No entanto, foi em 2009 que sua trajetória deu um salto com a produção de cafés especiais. Graças à dedicação da família e ao suporte técnico da Emater, seus grãos alcançaram 92 pontos em uma escala de qualidade que considera especiais aqueles acima de 80.

Casada com Afonso Lacerda e mãe de Amanda (24) e Augusto (17), Altilina minimiza seu papel na jornada, mas o marido faz questão de destacar sua importância. “Ela é uma mulher guerreira, uma companheira que nos fortalece todos os dias. Deus abençoa quem trabalha com dedicação, e ela é o exemplo disso”, afirma. Para Altilina, a maior felicidade é ver a família unida nesse projeto. “Começamos eu e meu marido, e agora os filhos estão junto. Não tem alegria maior.”

Transformação no Campo

A família administra o Sítio Forquilha do Rio, em Espera Feliz (MG), onde, inicialmente, o café era produzido sem grandes pretensões. A mudança veio com o acompanhamento técnico da Emater, que trouxe novas práticas para aprimorar a qualidade dos grãos.

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A principal virada foi a adoção da colheita seletiva, que prioriza apenas os frutos maduros. Além disso, técnicas como o uso de estufas – terreiros cobertos com lona – e terreiros suspensos, feitos com sombrite elevado por madeira, foram implementadas. “Mexemos os grãos de hora em hora para garantir a qualidade”, explica Altilina. “Os técnicos nos ajudaram muito. Sem eles, não teríamos conquistado tantos prêmios.”

Café Premiado e Reconhecimento

O primeiro título veio em 2012, abrindo caminho para uma trajetória de premiações. Desde então, o Café Forquilha do Rio acumula vitórias em competições regionais e estaduais. Em 2016, conquistou o primeiro lugar no Coffee of The Year (COY), um dos concursos mais prestigiados da Semana Internacional do Café. Em 2019, Altilina foi premiada tanto pela qualidade do café quanto como empreendedora no Concurso de Qualidade dos Cafés da Emater. Em 2024, voltou a ser reconhecida e garantiu o quarto lugar no COY.

Do Sítio à Cafeteria

O sucesso da família foi além da lavoura. Em 2015, Altilina começou a servir café na cozinha de casa para atender os clientes que visitavam a propriedade. O que começou de forma modesta cresceu rapidamente, e, em 2018, a família precisou construir um espaço dedicado ao público. Assim nasceu a Cafeteria Onofre, que hoje oferece uma experiência gastronômica com bolos recheados, sanduíches e até macarrons, sempre acompanhados do premiado café da família.

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Empreendedorismo Feminino e Superação

Para Altilina, sua jornada é a realização de um sonho. Com escolaridade até a 4ª série, ela nunca deixou de buscar conhecimento e se especializou em torra, empreendedorismo e certificação Q-Grader para entender melhor seu produto. “Sempre tive muita vontade de aprender, e isso fez toda a diferença”, destaca.

Apesar do apoio incondicional do marido, ela acredita que a maior força vem de dentro. Seu conselho para outras mulheres é simples, mas poderoso: acreditar em si mesmas e não ter medo de enfrentar desafios. “Hoje olho ao redor e penso: ‘fui eu quem fez tudo isso?’. Precisamos confiar mais na nossa capacidade, porque é ela que nos leva a lugares inimagináveis”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Granja mineira é a primeira do Brasil a conquistar certificação de alto padrão em bem-estar animal na suinocultura

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Certificação inédita marca avanço do bem-estar animal na suinocultura brasileira

A granja de suínos da Auma Agronegócios, localizada em Patos de Minas (MG), tornou-se a primeira do Brasil a receber a certificação de bem-estar animal da Produtor do Bem. O reconhecimento abrange todas as etapas da produção — gestação, maternidade, creche e terminação — e considera critérios técnicos amplos relacionados à ambiência, sanidade, manejo, alimentação e gestão operacional.

O selo possui validade de um ano e representa a primeira certificação concedida pela entidade no setor suinícola brasileiro, estabelecendo um novo marco de exigência técnica no país.

Protocolo mais rigoroso redefine práticas de manejo no país

O diferencial do modelo está no nível de exigência superior aos protocolos tradicionais utilizados no Brasil e em parte dos sistemas internacionais.

Um dos principais destaques é a adoção do sistema “cobre-solta”, em que as matrizes são inseminadas e, na sequência, alojadas em grupo. A prática elimina o período de permanência em gaiolas após a inseminação — etapa que ainda é comum em diversos sistemas, onde as fêmeas podem permanecer confinadas por até 35 dias.

Segundo especialistas, o modelo favorece maior liberdade de movimento e expressão de comportamentos naturais, sendo considerado uma das práticas mais avançadas em bem-estar animal na suinocultura moderna.

Empresa reforça estratégia de produção responsável e sustentável

Para a CEO da Auma Agronegócios, Lucimar Silva, a certificação consolida o posicionamento da empresa em relação à sustentabilidade e à responsabilidade produtiva.

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O bem-estar animal é tratado como pilar estratégico, diretamente ligado à eficiência produtiva, qualidade dos alimentos e sustentabilidade da cadeia. A executiva destaca que o reconhecimento valida práticas já incorporadas à cultura organizacional e fortalece a governança dos processos.

A Auma já possui outras certificações socioambientais em diferentes atividades agrícolas, e a nova conquista reforça o histórico de produção consciente do grupo.

Melhorias operacionais impactam diretamente os indicadores produtivos

De acordo com o gerente de produção do Ecossistema Auma, Baltazar Vieira, o bem-estar animal é tratado como valor estrutural da operação, com implementação iniciada em 2022.

Entre os resultados já observados estão:

Redução da taxa de natimortos de 8% para 3% após três meses de adoção de enriquecimento ambiental

  • Fim do uso de ocitocina há dois anos
  • Eliminação do corte de dentes
  • Redução do corte de cauda sem aumento de canibalismo

Segundo o gestor, as melhorias em nutrição, sanidade, infraestrutura e capacitação das equipes refletem diretamente no desempenho zootécnico e no valor agregado da produção.

Mercado pressiona por padrões mais elevados de bem-estar animal

A certificação ocorre em um cenário de crescente exigência de mercados nacionais e internacionais por padrões mais rigorosos de bem-estar animal, especialmente em cadeias voltadas à exportação e ao varejo institucional.

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Embora o Brasil ainda adote amplamente sistemas híbridos, a transição para modelos com soltura precoce de matrizes vem avançando, em linha com práticas já consolidadas em mercados europeus.

Soluções como alimentação individualizada em sistemas coletivos também têm sido incorporadas para reduzir disputas e melhorar o desempenho produtivo.

Certificação inédita traz modelo técnico e transparente para o setor

Segundo o diretor-executivo da Produtor do Bem, José Ciocca, o modelo de certificação é estruturado em critérios multinível, com avaliação independente, acompanhamento técnico e apoio ao produtor durante a implementação das melhorias.

O sistema busca garantir não apenas a conformidade, mas também a evolução contínua das práticas de manejo.

“A conquista demonstra que é possível conciliar produtividade com manejo tecnicamente fundamentado. O Grupo Auma avançou além do convencional e se torna referência para o setor”, destacou Ciocca.

Suinocultura brasileira entra em nova fase de exigência técnica

A certificação da Auma Agronegócios sinaliza uma mudança relevante na suinocultura nacional, com maior integração entre produtividade, sustentabilidade e bem-estar animal.

O avanço reforça a tendência de profissionalização do setor e aproxima o Brasil de padrões internacionais cada vez mais exigentes, especialmente em mercados premium e cadeias exportadoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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