AGRONEGÓCIO

Evento sobre Autismo reúne mais de 2 mil pessoas em Cuiabá

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Cuiabá sediou o evento de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), que reuniu mais de 2 mil pessoas. O encontro foi promovido nesta sexta-feira (4) e é marco para a educação e a inclusão de pessoas com deficiência na cidade, com uma ênfase especial no papel dos cuidadores de alunos com deficiência (CADs) e na capacitação de profissionais da rede municipal de ensino.

Organizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em parceria com a Prefeitura de Cuiabá e outras entidades, o evento fez história ao se concentrar em uma área crucial para o atendimento a crianças com autismo. A maior parte do público presente foi composta por CADs, que desempenham papel fundamental no cuidado e na inclusão das crianças com TEA nas creches e escolas. A capacitação ofereceu aos profissionais a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos sobre como identificar e lidar com os comportamentos de crianças com autismo, garantindo uma abordagem mais sensível, técnica e eficaz.

O ponto alto do evento foi a palestra do renomado neurologista Thiago Gusmão, que abordou o tema “Transtornos do neurodesenvolvimento na sala de aula”. Gusmão detalhou como identificar sinais de alerta do TEA e a importância do diagnóstico precoce. Ele explicou como esses sinais podem ser fundamentais não só para os pais, mas também para os profissionais da saúde, contribuindo para um acompanhamento mais assertivo das dificuldades acadêmicas e comportamentais das crianças.

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Em seu discurso, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, destacou a importância do evento, afirmando que ele representou um “divisor de águas” no processo de conscientização sobre o autismo. “A inclusão das cuidadoras no evento foi pensada para ampliar a qualidade do atendimento às crianças com deficiência no município. Elas desempenham um papel essencial no cotidiano dessas crianças, e por isso, é fundamental que estejam bem preparadas”, disse.

A desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho também fez questão de ressaltar o impacto positivo do evento. “A participação massiva das CADs é um reflexo da importância dessa iniciativa. O prefeito teve uma visão histórica ao incluir essas profissionais, que passam a maior parte do tempo com as crianças e, por isso, precisam estar cada vez mais atentas às suas necessidades. Só assim conseguiremos promover uma inclusão verdadeira na sociedade”, afirmou a desembargadora.

O evento não apenas reforçou a importância da conscientização, mas também contribuiu para a implementação de políticas públicas mais eficazes para o atendimento a pessoas com TEA, sendo um passo significativo para garantir um futuro mais inclusivo e acessível para todos.

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#PraCegoVer

Na imagem principal está o prefeito Abilio, a desembargadora Nilza e o médico Thiago Gusmão. Os três estão no palco do evento sobre conscientização sobre o autismo. O prefeito estão discursando com um microfone e os dois ao seu lado estão atentos aos seus agradecimentos. Na galeria de imagens várias fotos do evento destacando o número de pessoas que estavam nas capacitações.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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