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Estão abertas as inscrições para o 2º Concurso da Qualidade das Cachaças e Aguardentes de Cana Mineiras

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Estão abertas as inscrições para o 2º Concurso de Avaliação da Qualidade das Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras, organizado pela Emater-MG. A participação é gratuita e deve ser feita presencialmente nos escritórios locais da empresa pública mineira.

Nova categoria em 2025: Produtor Atacadista

A grande novidade desta edição é a inclusão da categoria “Produtor Atacadista”, destinada àqueles que produzem, acondicionam e comercializam cachaça a granel, com registro oficial como produtores e atacadistas.

Valorização da cachaça mineira

Durante o lançamento, realizado na Megaleite, o diretor-presidente da Emater-MG, Otávio Maia, destacou a importância do concurso para o setor:

“O primeiro concurso foi um grande sucesso. Para 2025, queremos superar as expectativas. A cachaça é um dos principais produtos de Minas e o concurso ajuda a valorizar ainda mais essa atividade.”

Como se inscrever

As inscrições devem ser feitas no escritório da Emater-MG do município de origem do produtor. Caso a cidade não possua um escritório, os interessados devem ligar para o número (31) 3349-8120 para localizar a unidade mais próxima.

O público-alvo inclui:

  • Produtores/atacadistas;
  • Produtores/engarrafadores;
  • Padronizadores/engarrafadores.
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Todos devem ter estabelecimentos localizados em Minas Gerais, com registro no Ministério da Agricultura e com denominações oficiais de Cachaça de Alambique e Aguardente de Cana. Padronizadores devem comprovar que a bebida utilizada tem origem mineira.

Categorias em disputa

O concurso contemplará diversas categorias, tanto para cachaças quanto para aguardentes, divididas da seguinte forma:

  • Cachaça de Alambique
  • Cachaça de Alambique Armazenada
  • Cachaça de Alambique Envelhecida
  • Cachaça de Alambique Envelhecida Premium + Extrapremium
  • Aguardente de Cana
  • Aguardente de Cana Armazenada
  • Aguardente de Cana Envelhecida
  • Aguardente de Cana Envelhecida Premium + Extrapremium
Etapas da inscrição e envio das amostras

Segundo Lucas Rocha Carneiro, assessor técnico da Emater-MG e integrante da comissão organizadora, a inscrição ocorrerá em duas etapas:

  • Pré-inscrição até 25 de julho, feita presencialmente no escritório da Emater-MG com o preenchimento do formulário digital;
  • Envio da documentação e das amostras até 8 de agosto, após a confirmação da inscrição.

As despesas de envio das amostras são de responsabilidade dos participantes.

Limite de inscritos e novidades da premiação

O concurso aceitará até 270 bebidas. Quando esse número for alcançado, o encerramento das inscrições será anunciado. Cada produtor poderá inscrever até duas bebidas, inclusive marcas de terceiros, no caso de produtores ou padronizadores.

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Além da tradicional premiação para as três melhores bebidas de cada categoria, o concurso de 2025 contará com:

  • Diploma especial por polo produtor, valorizando a regionalidade;
  • Prêmio especial Mulher Destaque da Cachaça Mineira, reconhecendo a atuação feminina no setor.
Minas, destaque na produção nacional

De acordo com o Ministério da Agricultura, o setor da cachaça emprega mais de 3 mil pessoas na região Sudeste. Minas Gerais concentra mais de 67% dos alambiques da região, o que reforça o protagonismo do estado na produção nacional.

Realização e apoio

O concurso é uma iniciativa do Governo de Minas, sob coordenação da Emater-MG, vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Conta com o apoio do IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária), da Epamig e de entidades parceiras.

A final do concurso está prevista para novembro de 2025.

Regulamento do concurso

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cafeicultura brasileira enfrenta desafios climáticos e aposta em tecnologia para manter liderança global

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Brasil mantém protagonismo global na produção de café

O Brasil segue como principal referência mundial na produção de café, mesmo diante de um cenário desafiador. A cafeicultura nacional passa por transformações impulsionadas por mudanças climáticas, avanço tecnológico e novas estratégias de manejo no campo.

O tema foi destaque durante o painel “Panorama da cafeicultura nacional: Perspectivas das lavouras frente às condições climáticas para as safras 2025/2026 e 2026/2027”, realizado no Workshop Mercado e Exportação de Café, dentro da Fenicafé.

Especialistas apontam necessidade de adaptação no setor cafeeiro

Reunindo especialistas de importantes regiões produtoras — Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Mogiana, Espírito Santo e Noroeste de Minas —, o debate trouxe um diagnóstico claro: o Brasil segue forte na produção de café, mas precisa se adaptar para manter competitividade no mercado global.

Mudanças climáticas aumentam riscos para produtores

As alterações no clima têm sido um dos principais desafios enfrentados pelos cafeicultores. No Sul de Minas, o aumento das temperaturas e a irregularidade das chuvas já impactam diretamente a produção.

Segundo o engenheiro agrônomo Régis Ricco, “secas mais longas e temperaturas mais altas colocam a cafeicultura de sequeiro em condição de alto risco”.

Na região da Mogiana, após períodos de quebra de safra, há sinais de recuperação gradual. De acordo com Bruno Maciel, a melhora no pegamento das floradas indica avanço, embora ainda abaixo do potencial histórico.

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Já no Cerrado Mineiro, os efeitos climáticos têm pressionado custos e rentabilidade. “Frio intenso, déficit hídrico e chuvas constantes interferem diretamente na produção”, afirma Flávio Bambini.

Irrigação e tecnologia impulsionam produtividade no campo

Diante desse cenário, a adoção de irrigação e tecnologias agrícolas tem se tornado essencial para garantir estabilidade produtiva.

No Noroeste de Minas, onde as lavouras são totalmente irrigadas, os resultados têm sido positivos. Segundo Eduardo Botelho de Bastos, a prática garante produtividade, qualidade e crescimento sustentável.

No Espírito Santo, referência na produção de café canéfora, o avanço tecnológico também sustenta o crescimento. “O estado lidera a produção nacional com ganhos consistentes de produtividade”, destaca Inorbert Melo.

Além disso, o uso de sensores, manejo eficiente do solo e novas cultivares contribuem para aumentar a eficiência e reduzir riscos no campo.

Diferenças regionais exigem estratégias específicas

A diversidade das regiões produtoras brasileiras exige abordagens distintas de manejo.

Nas Montanhas do Espírito Santo, o relevo acidentado dificulta a mecanização e aumenta a dependência de mão de obra. “O desafio é grande devido à limitação de mecanização e à necessidade de colheita manual”, explica César Abel Krohling.

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No Cerrado Mineiro, o foco tem sido a evolução do modelo produtivo, com adoção de práticas mais sustentáveis e regenerativas. Segundo Bambini, há um reposicionamento da atividade rumo a uma cafeicultura mais estratégica.

Perspectivas para as safras 2025/2026 e 2026/2027 são positivas

Apesar dos desafios climáticos, as perspectivas para as próximas safras são consideradas positivas. A recuperação produtiva em diversas regiões, aliada à renovação de lavouras e ao uso de tecnologias, deve impulsionar o crescimento do setor.

Ainda assim, especialistas reforçam a importância do planejamento. “O produtor precisa tomar decisões baseadas em dados e investir em tecnologia para reduzir riscos”, ressalta Ricco.

Liderança global depende de inovação e sustentabilidade

O consenso entre os especialistas é de que o Brasil continuará sendo o principal player global do café. No entanto, a manutenção dessa posição dependerá da capacidade de adaptação às novas condições climáticas e às exigências do mercado internacional.

A integração entre ciência, tecnologia, gestão e sustentabilidade será determinante para o futuro da cafeicultura brasileira.

A Fenicafé segue até o dia 16 de abril, no Parque Ministro Rondon Pacheco, em Araguari, no Triângulo Mineiro, consolidando-se como um dos principais fóruns de discussão do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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