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Entregas de fertilizantes crescem 10,7% no primeiro quadrimestre de 2025 e refletem preparação para safra recorde

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Entregas ao mercado somam mais de 12 milhões de toneladas até abril

De acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 2,68 milhões de toneladas em abril de 2025. O volume representa um aumento de 16,8% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram entregues 2,29 milhões de toneladas.

No acumulado do primeiro quadrimestre, o total chegou a 12,12 milhões de toneladas, avanço de 10,7% frente às 10,95 milhões registradas no mesmo período do ano passado.

Alta nas importações e esforço logístico garantem abastecimento

A ANDA destaca que o crescimento das entregas é reflexo do empenho do setor em manter o abastecimento do agronegócio brasileiro, mesmo diante de crises geopolíticas, desafios logísticos e estratégicos. O foco é assegurar o fluxo contínuo de fertilizantes, insumo fundamental para alcançar a safra recorde de 2024/2025.

Mato Grosso lidera entregas no país

Entre os estados, Mato Grosso segue como principal destino dos fertilizantes no Brasil, com 2,93 milhões de toneladas entregues entre janeiro e abril, o equivalente a 24,2% do total nacional.

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Na sequência aparecem:

  • Paraná: 1,76 milhão de toneladas
  • Goiás: 1,29 milhão
  • São Paulo: 1,24 milhão
  • Minas Gerais: 1,17 milhão
Produção nacional cresce 9,1% no quadrimestre

A produção brasileira de fertilizantes intermediários também apresentou crescimento. Em abril de 2025, foram 562 mil toneladas, alta de 6,3% em relação ao mesmo mês de 2024.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a produção totalizou 2,24 milhões de toneladas, aumento de 9,1% sobre o mesmo período do ano passado, que registrou 2,06 milhões de toneladas.

Importações seguem em ritmo acelerado

As importações de fertilizantes intermediários continuam intensas. Somente em abril, o Brasil recebeu 2,76 milhões de toneladas, crescimento de 7,2% em relação a abril de 2024.

No acumulado do quadrimestre, o país importou 11,26 milhões de toneladas, o que representa alta de 12,2% frente às 10,03 milhões importadas no mesmo período do ano passado.

Porto de Paranaguá concentra maior volume importado

O Porto de Paranaguá, principal ponto de entrada dos fertilizantes no Brasil, recebeu 3,04 milhões de toneladas até abril de 2025. Isso representa um crescimento de 6,4% frente ao mesmo período de 2024, quando foram desembarcadas 2,86 milhões de toneladas.

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O terminal respondeu por 27% do total das importações realizadas pelos portos brasileiros, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do leite UHT dispara mais de 20% no Sudeste e amplia pressão sobre a cesta básica em abril

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Os consumidores sentiram no bolso o aumento dos preços de alimentos essenciais em abril. Levantamento realizado pela Neogrid apontou que o leite UHT liderou as altas nos supermercados brasileiros, refletindo uma menor oferta de matéria-prima e pressionando ainda mais o custo da cesta básica.

De acordo com o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, o preço médio do leite UHT avançou 18,3% no país durante o mês, passando de R$ 4,75 em março para R$ 5,62 em abril. Na região Sudeste, principal mercado consumidor do país, a valorização foi ainda mais expressiva, alcançando 20,19%.

Menor captação de leite sustenta alta dos preços

A escalada dos preços está diretamente relacionada à redução da produção nacional de leite. Dados do Índice de Captação de Leite (ICAP-L) mostram que a coleta recuou 3,9% entre fevereiro e março, acumulando queda de 11,1% no primeiro trimestre de 2026.

Entre os fatores que explicam o cenário estão a menor disponibilidade de pastagens durante o período e a cautela dos produtores diante das margens mais apertadas observadas ao longo de 2025.

A combinação entre oferta reduzida e demanda constante elevou os preços dos lácteos no varejo, tornando o leite um dos principais responsáveis pela inflação alimentar registrada no mês.

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Feijão, pão e legumes também ficaram mais caros

Além do leite, outros produtos básicos da alimentação apresentaram aumento de preços em abril.

Os queijos registraram alta de 2,4%, passando de R$ 63,61 para R$ 65,12. O feijão avançou 2,1%, enquanto os legumes tiveram valorização de 2%. Já o pão apresentou aumento de 1,8% no período.

Segundo Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid, os reajustes estão concentrados justamente em categorias mais sensíveis às condições climáticas e à sazonalidade da produção.

“O comportamento dos preços mostra uma pressão concentrada em produtos essenciais da alimentação, especialmente lácteos e hortifrúti, exigindo maior atenção dos consumidores na composição das compras”, avalia.

Legumes lideram inflação alimentar em 2026

No acumulado entre dezembro de 2025 e abril de 2026, os legumes aparecem como os produtos com maior valorização no varejo alimentar brasileiro.

O grupo registrou alta de 25,3%, com o preço médio passando de R$ 5,50 para R$ 6,89. Em seguida aparecem:

  • Leite UHT: +21,7%;
  • Feijão: +20,5%;
  • Ovos: +13,4%;
  • Carne bovina: +6,6%.

Os números reforçam a pressão sobre os itens que compõem a base da alimentação das famílias brasileiras.

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Sudeste registra altas e quedas relevantes em abril

Na análise regional, o Sudeste apresentou comportamento misto entre alimentos e produtos de consumo diário.

As maiores altas registradas foram:

  • Leite UHT: +20,19%;
  • Pão: +4,1%;
  • Creme dental: +1,6%;
  • Água sanitária: +1,6%;
  • Arroz: +1,4%.

Por outro lado, algumas categorias apresentaram alívio nos preços ao consumidor:

  • Carne suína: -5,9%;
  • Ovos: -4,8%;
  • Açúcar: -3,1%;
  • Café em pó e em grãos: -3%;
  • Desinfetante: -1,8%.
Mercado deve seguir atento à oferta e ao clima

A expectativa para os próximos meses é de continuidade da volatilidade em produtos mais dependentes das condições climáticas e da oferta agrícola, especialmente lácteos, hortifrúti e itens básicos da alimentação.

Em contrapartida, categorias industrializadas e algumas proteínas tendem a apresentar maior estabilidade, favorecidas pela competição entre varejistas e pela acomodação dos custos de produção.

O comportamento desses mercados continuará sendo um dos principais fatores de influência sobre a inflação dos alimentos ao longo de 2026, impactando diretamente o orçamento das famílias brasileiras e as estratégias da cadeia de abastecimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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