AGRONEGÓCIO

Escolas de Cuiabá suspendem educação física em horários de calor intenso

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As aulas de educação física nas escolas públicas de Cuiabá estão suspensas no período das 10h às 16h devido às altas temperaturas na cidade, ao tempo seco e à baixa umidade relativa do ar registrada nos últimos dias.

As atividades de recreação e educação física deverão ser desenvolvidas por meio de práticas lúdicas (jogos de tabuleiro), intelectuais (dinâmicas de grupo) e videoaulas. Todas deverão estar previstas nos planos de aula dos docentes e no projeto político-pedagógico da escola.

A Diretoria de Gestão Educacional da Prefeitura de Cuiabá encaminhou, no dia 5 de setembro, a Instrução Normativa 01/2014, aprovada pelo Conselho Municipal de Educação, que proíbe atividades físicas quando a umidade do ar estiver abaixo de 25%, conforme estabelecido pela Defesa Civil.

O documento deverá ser obrigatoriamente lido em todas as unidades educacionais. Recomenda-se que as escolas mantenham salas de aula e demais espaços arejados e ventilados. Onde houver ar-condicionado, deverá ser providenciada a umidificação do ambiente.

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Também é ressaltado que é responsabilidade da gestão educacional e de todos os professores orientar e garantir a manutenção da hidratação dos alunos durante a permanência nas escolas, no período de estiagem e baixa umidade do ar.

Dados

No dia 10 deste mês, Cuiabá registrou o menor nível de umidade relativa do ar no país. Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o índice de 9% foi registrado no período da tarde.

De acordo com o Inmet, o Centro-Oeste é a região com pior situação climática, e todos os estados da faixa central registram baixa umidade. No dia 8 deste mês, Cuiabá registrou a temperatura de 42,8 ºC.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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