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Impactos do La Niña na Produção de Pecan: Riscos e Estratégias de Irrigação

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A presença do fenômeno climático La Niña pode impactar significativamente a produção de pecan, especialmente nos pomares do Rio Grande do Sul, provocando perdas severas tanto na produtividade quanto na qualidade das nozes. Diante desse cenário, o manejo adequado da irrigação torna-se essencial, considerando a profundidade de penetração da água no solo e as perdas hídricas resultantes da textura do solo, fatores que determinam a frequência e o volume ideais de irrigação.

De acordo com Júlio César Medeiros, coordenador técnico do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), a falta de água em momentos críticos pode comprometer drasticamente a produtividade, podendo levar a perdas próximas a 100%, além de afetar a qualidade final do produto. “Embora o volume anual de chuvas no Sul do Brasil possa ultrapassar 1.800 milímetros, essa quantidade não é suficiente para suprir as necessidades da planta durante seus períodos mais exigentes. Para garantir a viabilidade econômica de um pomar, é fundamental que ele conte com um sistema de irrigação adequado, planejado de acordo com as condições específicas de solo e clima da região”, explica Medeiros.

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Fases críticas da nogueira-pecan e a importância da irrigação

Os impactos mais severos da deficiência hídrica ocorrem em momentos específicos do ciclo anual da nogueira, sendo fundamental garantir níveis adequados de umidade durante as fases de maior demanda de água. Segundo Medeiros, entre os períodos mais críticos estão:

  • Crescimento das folhas – Necessita de umidade constante, com demanda hídrica até superior à da fase de floração.
  • Desenvolvimento e enchimento das nozes – Umidade insuficiente pode comprometer diretamente o tamanho e a qualidade do fruto.
  • Pré-colheita – A falta de água no solo pode resultar na aderência da cápsula à amêndoa, desvalorizando o produto final.
Dimensionamento correto da irrigação para mitigar perdas

Na implantação de um sistema de irrigação, seja por gotejamento ou aspersão, é imprescindível que seu dimensionamento leve em conta as maiores necessidades hídricas do pomar durante os períodos mais quentes do verão. Esse planejamento é essencial, pois a estação coincide com os momentos de maior demanda da planta e com o aumento das perdas por evapotranspiração—isto é, a soma da evaporação da água do solo e da transpiração das plantas.

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Com um manejo eficiente da irrigação, é possível minimizar os impactos do La Niña, garantindo maior resiliência da produção e a sustentabilidade econômica dos pomares de pecan no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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