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Farmtech e Bayer Lançam Programa CropCredit para Facilitar Financiamento de Insumos

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Visando impulsionar as vendas de insumos agrícolas de forma segura e previsível, a Bayer, em parceria com a Farmtech, lançou o Programa CropCredit. A partir de agosto, revendas e clientes de compra direta da Bayer terão acesso a uma nova linha de financiamento para aquisição de produtos da empresa, com pré-aprovação de limites de crédito baseada na análise de CPF ou CNPJ, sem necessidade de garantias reais.

Marcos Arruda, diretor de finanças da divisão agrícola da Bayer no Brasil, destaca que a companhia tem se dedicado a fortalecer relações de longo prazo com toda a cadeia produtiva, colocando o cliente no centro de suas estratégias. “Nosso objetivo é atender às necessidades dos parceiros, oferecendo opções mais ágeis e simplificadas de acesso a crédito, com condições vantajosas. A parceria com a Farmtech amplia o acesso dos produtores e distribuidores a linhas de crédito, facilitando a gestão e planejamento de compras”, explica Arruda.

Até o momento, mais de 2 mil clientes da Bayer já tiveram seus créditos pré-aprovados no âmbito do programa, totalizando uma possibilidade de crédito superior a R$ 2,5 bilhões. “Essa relação sustentável com revendedores e clientes, fortalecida pela parceria com a Farmtech, permite uma aprovação de crédito mais rápida e com juros atrativos, exatamente no momento em que o cliente necessita”, reforça Arruda.

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Na prática, a Bayer, através de suas revendas, solicita à Farmtech a pré-aprovação dos limites de crédito para seus parceiros. Com o crédito aprovado, as equipes de relacionamento da Bayer e de seus distribuidores ganham uma ferramenta inédita para negociar as vendas, com o crédito já organizado para o cliente. Após essa etapa, a Bayer libera os pedidos de compra na modalidade CropCredit, entregando os insumos no endereço de preferência do cliente. Todo o processo, desde a aprovação do crédito até a formalização e facilidades de pagamento, é realizado por meio da plataforma digital da Farmtech, tanto para o cliente quanto para o distribuidor e a equipe da Bayer.

O CropCredit foi inicialmente testado pela Bayer no final de 2023, e devido aos resultados positivos, a empresa decidiu expandir a oferta para todo o território nacional. “Começamos o projeto na loja Agro Bayer em Rio Verde (GO), e os resultados foram muito satisfatórios, facilitando a liberação de crédito e tornando o processo mais ágil. Agora, estamos ampliando o programa para todos os canais de distribuição, abrangendo desde grandes distribuidores até pequenos e médios produtores em todo o Brasil”, comemora Rafael Pilla, CEO da Farmtech.

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Pilla acrescenta que o Programa permite às revendas uma visão ampla dos limites pré-aprovados para todo o ciclo da safra de sua base de clientes, o que facilita o planejamento de vendas. “Um dos nossos principais diferenciais é que somos 100% digitais. Desenvolvemos um Programa para a Bayer que oferece uma jornada digital customizada, viabilizando crédito sem alterar o limite bancário do cliente, sem incidência de IOF e sem necessidade de garantias por parte do produtor rural”, ressalta o executivo.

A Farmtech busca ampliar o potencial de vendas sem aumentar a exposição aos riscos. O CropCredit é projetado para não interferir na relação comercial das revendas ou da indústria com seus clientes. “Nós atuamos como uma força catalisadora para nossos parceiros, sem interferir na relação deles com os clientes finais. Nosso papel é acelerar as vendas e garantir previsibilidade e segurança para os negócios”, conclui Pilla.

A novidade será oficialmente apresentada no Congresso Andav, que ocorre de 06 a 08 de agosto no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo

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Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.

O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.

A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.

A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.

A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.

Isan Rezende

INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.

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Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.

Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.

O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.

No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.

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Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.

Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.

Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.

Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.

Fonte: Pensar Agro

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