AGRONEGÓCIO

Bunge registra lucro líquido de US$ 616 milhões no 4T23, crescimento de 83,3%

Publicado em

No quarto trimestre deste ano, a Bunge divulgou um lucro líquido de US$ 616 milhões, representando um aumento notável de 83,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, que registrou US$ 336 milhões. A receita, no entanto, teve uma queda de 8,6%, atingindo US$ 10,95 bilhões no mesmo período de comparação.

Os resultados positivos foram principalmente impulsionados pelo desempenho destacado na América do Sul, Europa e Canadá, que compensaram os resultados mais baixos nos Estados Unidos. Este último enfrentou uma comparação desafiadora devido a um ano anterior particularmente forte. Na Ásia, os resultados foram comparáveis ao ano passado.

No setor de agronegócio, os volumes diminuíram 3,91%, alcançando 20,52 milhões de toneladas. No processamento, os resultados da moagem de sementes foram superiores ao ano anterior, impulsionados principalmente pelo Brasil, Ásia e América do Norte.

No segmento de óleos refinados e especiais, os volumes aumentaram 0,53%, totalizando 2,272 milhões de toneladas. Apesar de uma ligeira queda em relação ao ano anterior, melhorias nas performances na América do Norte e do Sul foram compensadas por resultados mais baixos na Europa e Ásia.

Leia Também:  Consumo global de café deve alcançar 177 milhões de sacas na safra 2023-24

O segmento de moagem apresentou um aumento significativo de 5,29%, atingindo 836 mil toneladas, impulsionado pelas operações na América do Sul, refletindo margens mais altas devido à combinação de custos mais baixos de trigo e um ambiente de preços mais favorável. Os resultados na moagem de milho nos Estados Unidos também mostraram melhora.

No segmento de açúcar e bioenergia, a receita líquida foi de US$ 43 milhões, uma redução de 32% em relação ao mesmo período de 2022. Isso se deve principalmente aos preços mais baixos do etanol, que compensaram os preços mais altos do açúcar.

O lucro por ação (EPS) para o quarto trimestre de 2023 foi de US$ 4,18, em comparação com US$ 2,21 do mesmo período do ano anterior. Para todo o ano de 2023, o EPS será de US$ 14,87, superando os US$ 10,51 de 2022. O CEO da Bunge, Greg Heckman, destaca o investimento contínuo em capacidades essenciais, novas áreas de crescimento, sustentabilidade e novas tecnologias, além de mencionar a combinação transformadora com a Viterra para fortalecer e diversificar o negócio. Heckman expressa orgulho pela equipe em meio a um ambiente dinâmico. Essas informações foram fornecidas pela Agência CMA.

Leia Também:  Contato com a natureza e aprendizado marcam visita de simininas ao Rancho da Nonna

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

Published

on

A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

Leia Também:  Produção de açúcar registra alta de 9,3% na reta final da safra no Norte e Nordeste

No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

Leia Também:  IGP-M de Junho Registra Variação de 0,81% - FGV

O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA