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Leilão Catel Registra Sucesso com Alta no Preço do Boi

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O mercado de pecuária do Rio Grande do Sul segue em alta, impulsionado pela valorização do preço do boi gordo, refletindo diretamente no sucesso do Leilão Catel realizado nesta terça-feira, 3 de dezembro. O evento comercializou 49 terneiras das raças Angus, Brangus, Red Brangus e Ultrablack, gerando um faturamento de R$ 471,9 mil. Os valores médios das vendas foram de R$ 9.650,00 para as terneiras Angus, R$ 10.058,82 para as Brangus, R$ 9.466,67 para as Red Brangus e R$ 8.400,00 para as Ultrablack.

O leilão é mais do que uma simples transação comercial; ele é uma celebração da tradição e da qualidade genética das propriedades da Reconquista Agropecuária, de Alegrete (RS), e da Rincon del Sarandy, de Uruguaiana (RS). A história do Catel reflete a parceria entre as famílias Cairoli e Tellechea, que, ao longo dos anos, consolidaram um vínculo de amizade e de excelência no setor agropecuário.

Tradição e Expectativa para o Mercado de Pecuária

O evento, conduzido pelo leiloeiro Fábio Crespo, contou com a presença do criador José Paulo Dornelles Cairoli, seu filho Marcelo Cairoli e os irmãos Ignacio e Martin Tellechea. A edição deste ano teve um caráter especial, marcando o retorno de um projeto iniciado nos anos 80 e interrompido até sua retomada recente, integrando as novas gerações das famílias envolvidas. “O importante é saber plantar, colher, construir e delegar”, afirmou Cairoli, ressaltando a importância de passar o legado adiante.

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Ignacio Tellechea também refletiu sobre o evento, destacando a relevância do Catel como uma oportunidade para reviver memórias familiares e de infância na Reconquista. “O Catel me levou de volta à Reconquista, um local que me traz muitas lembranças”, compartilhou.

Perspectivas Positivas para o Setor Pecuário em 2025

O mercado pecuário gaúcho, segundo Tellechea, está em um momento de transição, e a expectativa é que, após um ano de desafios em 2024, o setor viva um aquecimento significativo em 2025. Ambos os criadores destacaram a qualidade genética dos animais vendidos no leilão, apontando que aqueles que adquiriram os exemplares farão ótimos negócios. “Os compradores do Catel certamente fizeram uma grande compra, pois são animais da última geração, os melhores da nossa trajetória”, afirmou Tellechea. Cairoli também reforçou essa visão: “Quem arrematou fez uma excelente compra. No próximo ano, esses animais valerão bem mais”, completou.

O Leilão Catel prepara agora sua terceira edição, programada para dezembro de 2025, com promissores investimentos em genética e genética de alta qualidade.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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