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USDA projeta estoques reduzidos de soja e milho para 2025/26 e destaca forte demanda chinesa

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O boletim trouxe atualizações sobre a safra 2024/25 e as primeiras projeções para a temporada 2025/26, revelando estoques finais abaixo do esperado para soja e milho nos Estados Unidos, além de uma demanda chinesa crescente, especialmente para a oleaginosa.

Soja: estoques apertados e importações chinesas em alta

A produtividade da soja nos Estados Unidos para a safra 2025/26 foi projetada em 58,85 sacas por hectare, superando o rendimento da temporada anterior, de 56,83 sacas por hectare. Apesar do ganho na produtividade, os estoques finais foram estimados em apenas 8,03 milhões de toneladas, número significativamente inferior à média das expectativas do mercado, que era de 9,85 milhões de toneladas — com uma faixa variando entre 7,27 e 18,37 milhões de toneladas.

A demanda chinesa, por sua vez, continua aquecida. O USDA estimou as importações de soja pelo país asiático em 112 milhões de toneladas, superando o volume previsto para o ano comercial atual, de 109 milhões.

“Não pode quebrar a safra americana”, destacou Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities, em referência ao cenário de oferta ajustada diante da forte demanda global.

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Milho: expectativa de maior produtividade, mas estoques também reduzidos

Para o milho, o USDA estimou uma produtividade média de 189,35 sacas por hectare, ligeiramente acima da registrada na temporada anterior, de 187,57 sacas/ha. O número ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, que ia de 188,31 a 190,61 sacas por hectare, com média de 189,46.

Mesmo com essa produtividade, os estoques finais foram projetados em 45,72 milhões de toneladas, o limite inferior do intervalo estimado (entre 45,72 e 57,41 milhões) e abaixo da média das expectativas, de 51,31 milhões de toneladas.

A produção total de milho nos Estados Unidos é estimada em 430,55 milhões de toneladas. As exportações devem crescer e alcançar 72,8 milhões de toneladas, superando os volumes da safra anterior. Já o uso do cereal para etanol foi mantido em 139,71 milhões de toneladas.

Em relação à área cultivada, o USDA prevê crescimento: a área plantada deve aumentar de 36,67 para 38,57 milhões de hectares, enquanto a área colhida deverá subir de 33,55 para 35,37 milhões de hectares.

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Safra 2024/25: ajustes nos estoques e manutenção da produção sul-americana

Soja

Para a atual temporada 2024/25, os estoques finais de soja nos EUA foram revisados para baixo, passando de 10,21 para 9,53 milhões de toneladas. O número também ficou abaixo da média das expectativas do mercado, de 10,04 milhões.

Os estoques globais da oleaginosa foram estimados em 124,33 milhões de toneladas, uma redução considerável frente ao número anterior, de 137 milhões.

As projeções para a produção sul-americana foram mantidas: o USDA segue estimando a safra brasileira de soja em 169 milhões de toneladas e a argentina em 49 milhões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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