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Defesa Civil de Cuiabá reforça cuidados após alerta de chuvas intensas para todo estado

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A Defesa Civil estadual emitiu, nesta terça-feira (17), um alerta de possibilidade de chuvas intensas em Mato Grosso, com impactos diretos em Cuiabá e demais municípios do estado. O aviso é válido até a madrugada de quarta-feira (19), às 00h55, e aponta previsão de chuvas de até 30 milímetros por hora, acompanhadas de ventos entre 40 e 60 km/h, além de risco de alagamentos, queda de galhos de árvores e descargas elétricas.

Diante do cenário, a orientação da Defesa Civil de Cuiabá é que a população siga as recomendações dos órgãos de proteção e acione os serviços de emergência em caso de necessidade, pelos telefones 199 (Defesa Civil) e 193 (Corpo de Bombeiros). Em Cuiabá, também está disponível o WhatsApp da Defesa Civil: (65) 992444018.

O secretário municipal de Defesa Civil, coronel BM Alessandro Borges, reforça que a capital está em alerta amarelo, classificação que indica perigo potencial. Segundo ele, o mês de março segue sob atenção devido à continuidade das instabilidades climáticas. “Estamos em alerta amarelo, com previsão de chuva de até 30 milímetros por hora ou 50 milímetros ao longo de 24 horas. Ao longo deste mês, devemos ter variações entre os níveis amarelo e laranja, o que exige atenção constante da população”, destacou.

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O secretário também enfatizou a importância do acompanhamento dos alertas oficiais, que são enviados automaticamente para celulares cadastrados. “Caso ocorra algo mais intenso, os cidadãos recebem mensagens com todas as orientações necessárias. É fundamental estar atento a esses avisos”, afirmou.

Riscos e áreas de maior atenção

Assim como já observado em episódios recentes na capital, as chuvas podem provocar transtornos pontuais, especialmente em áreas próximas a córregos, regiões de baixada e vias com histórico de alagamentos. A Defesa Civil mantém o monitoramento contínuo desses locais, acompanhando o nível dos cursos d’água e a intensidade das precipitações.

De acordo com Alessandro Borges, um dos principais riscos continua sendo o comportamento de motoristas e pedestres durante temporais. “Não se deve, em hipótese alguma, tentar atravessar áreas alagadas próximas de córregos. A força da água pode arrastar veículos e colocar vidas em risco”, alertou.

Cuidados essenciais durante o período chuvoso

Com a previsão de ventos fortes e incidência de raios, o secretário reforça medidas simples que podem evitar acidentes:

Evitar transitar por áreas alagadas, principalmente próximas a córregos
Não se abrigar debaixo de árvores ou próximo a estruturas como placas e outdoors
Procurar locais altos e seguros durante temporais
Manter distância de fios elétricos rompidos
Redobrar a atenção durante tempestades com descargas elétricas

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“Há risco de queda de árvores e estruturas devido aos ventos. Também é importante ficar atento à fiação elétrica. Caso haja fios caídos, a recomendação é manter distância e acionar imediatamente os serviços de emergência”, pontuou o secretário.

Prevenção e resposta

A Prefeitura de Cuiabá segue com ações preventivas para minimizar os impactos das chuvas, como limpeza de bocas de lobo, desobstrução de canais de drenagem e monitoramento de áreas vulneráveis. As equipes permanecem mobilizadas para atuação rápida em caso de ocorrências.

O alerta reforça um cenário já observado nas últimas semanas, com temporais que provocaram ocorrências pontuais na capital, embora sem registro de vítimas. A continuidade das chuvas exige, segundo as autoridades, prudência, atenção e colaboração da população.

A principal recomendação é clara: acompanhar os avisos oficiais e adotar medidas preventivas pode fazer a diferença para evitar acidentes e preservar vidas durante o período de instabilidade climática.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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