AGRONEGÓCIO
Rio Grande do Sul avança na produção de azeite com criação de centro de inovação em olivicultura
Publicado em
20 de maio de 2026por
Da Redação
O Rio Grande do Sul deu mais um passo para fortalecer a cadeia da olivicultura brasileira com a criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura. A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais com o objetivo de ampliar a competitividade da produção gaúcha de azeite de oliva.
O protocolo para implantação do centro foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo (RS), marcando uma nova fase para o setor no estado, que já lidera a produção nacional de azeites de alta qualidade.
O projeto é resultado de uma parceria entre o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), além da Secretaria da Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e produtores ligados ao instituto.
Pesquisa e tecnologia para ampliar produtividade dos olivais
Entre os principais objetivos do novo centro estão o aumento da produtividade dos olivais, a adaptação de cultivares ao clima gaúcho, a melhoria da qualidade dos azeites produzidos no Brasil e o fortalecimento dos processos de certificação.
A iniciativa também pretende ampliar a formação de especialistas no setor e integrar de forma mais eficiente as pesquisas acadêmicas com as necessidades do campo e da indústria.
O presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, destacou que o avanço da olivicultura brasileira depende diretamente do fortalecimento da pesquisa científica e da geração de conhecimento técnico.
Segundo ele, embora o Brasil já produza azeites reconhecidos internacionalmente pela qualidade, ainda existem desafios relacionados à estabilidade produtiva dos olivais, principalmente em anos de condições climáticas adversas.
“Temos o melhor azeite do mundo, mas nos falta fruta quando o clima não ajuda. Precisamos investir fortemente em pesquisa para entender o que fizemos de certo e o que ainda precisamos corrigir para alcançar estabilidade produtiva”, afirmou o dirigente.
Integração entre universidades e produtores fortalece cadeia da oliva
Para o diretor da Agência de Inovação da UFCSPA, Hélio Leães Hey, o centro representa uma articulação estratégica entre universidades, setor produtivo e governo para consolidar o Rio Grande do Sul como referência nacional em azeites de excelência.
De acordo com Hey, a proposta é criar um ambiente permanente de cooperação capaz de conectar o conhecimento científico às demandas práticas da produção e da indústria da olivicultura gaúcha.
O centro deverá atuar no desenvolvimento de pesquisas aplicadas, transferência de tecnologia, qualificação de produtores e criação de soluções inovadoras voltadas ao aumento da produtividade, da sustentabilidade e da qualidade dos azeites brasileiros.
Olivicultura cresce no Brasil, mas desafios climáticos seguem no radar
O setor de olivicultura no Brasil vem registrando expansão nos últimos anos, especialmente no Rio Grande do Sul, estado que concentra a maior parte dos olivais comerciais do país.
Apesar do avanço, produtores ainda enfrentam desafios relacionados às condições climáticas, oscilações de produtividade e necessidade de maior suporte técnico e científico para garantir crescimento sustentável da atividade.
A expectativa do setor é que o novo centro de inovação acelere o desenvolvimento tecnológico da cadeia produtiva, fortaleça a competitividade do azeite nacional e amplie o reconhecimento internacional dos produtos brasileiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço
Published
15 horas agoon
17 de agosto de 2026By
Da Redação
O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.
Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.
O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.
Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.
O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.
A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.
A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.
Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.
Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.
Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.
O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.
Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.
A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.
A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.
A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.
Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.
Fonte: Pensar Agro
Internacional cede empate ao Remo no fim e chega a sete jogos sem vencer no Brasileirão
Aline Campos mostra habilidade em talento artístico: ‘INVOCAÇÃO À CHAMA VIOLETA ‘
Prefeitura inicia recapeamento da Avenida Florianópolis após mais de 10 anos de espera
Servidor efetivo Michael Alves é o novo secretário interino da Saúde
Coleta de lixo chega a 99% de cobertura em Cuiabá com reforço na operação
CUIABÁ
MATO GROSSO
Decisão garante acolhimento de crianças e pensão alimentícia
A pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a Justiça determinou o acolhimento institucional de dois irmãos em situação...
OAB-MT apoia 1º Feirão da Aprendizagem do TRT de Mato Grosso
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) informa a toda advocacia que será realizado, com participação...
Recursos do Bapre garantem nova van para acolhimento de idosos
O Lar Bem Viver, serviço de acolhimento institucional para pessoas idosas de Sorriso, recebeu uma van adaptada para o transporte...
POLÍCIA
PF, PM/PR e RFB apreendem produtos eletrônicos irregulares
Cascavel/PR. Nesta segunda-feira (17/08), a Polícia Federal, em ação integrada com o 6º Batalhão de Polícia Militar do Paraná e...
PF efetua prisão por contrabando de cigarros em Vacaria/RS
Caxias do Sul/RS. A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta segunda-feira (17/8), um homem durante diligência realizada no âmbito de...
PF prende condenada por homicídio em Natal/RN
Natal/RN. A Polícia Federal prendeu, nesta segunda-feira (17/8), uma mulher condenada pelo crime de homicídio, em Natal/RN. A mulher tinha...
FAMOSOS
Aline Campos mostra habilidade em talento artístico: ‘INVOCAÇÃO À CHAMA VIOLETA ‘
Aline Campos impressionou os seguidores ao revelar mais um de seus dons artísticos. A atriz compartilhou o resultado de uma...
Virgínia Fonseca impressiona ao exibir barriga definida após treino: ‘Trincada!’
Virgínia Fonseca, de 27 anos, chamou a atenção dos seguidores ao compartilhar nesta segunda-feira (17), registros feitos após o treino....
Larissa Manoela e André Luiz revelam detalhes de reforma da nova casa
Larissa Manoela e o marido, André Luiz Frambach, abriram mais uma vez as portas da nova casa do casal e...
ESPORTES
Internacional cede empate ao Remo no fim e chega a sete jogos sem vencer no Brasileirão
O Internacional ficou no empate em 1 a 1 com o Remo, na noite desta segunda-feira (17), no Estádio Beira-Rio,...
Santos goleia o Vasco, deixa o Z4 e conquista primeira vitória fora de casa
O Santos derrotou o Vasco por 3 a 0 neste domingo, em São Januário, no Rio de Janeiro, pela 23ª...
Cruzeiro vence o Corinthians por 2 a 1 e impede entrada do rival no G5
O Cruzeiro derrotou o Corinthians por 2 a 1 neste domingo, na Neo Química Arena, pela 23ª rodada do Campeonato...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Política MT5 dias agoAssembleia Legislativa retoma sessões com aprovação de 28 projetos em plenário
-
Política MT5 dias agoCPI da Saúde convoca ex-secretário para prestar depoimento no dia 26
-
Política MT5 dias agoALMT e TRE lançam campanha para combater desinformação nas eleições de 2026
-
Política MT6 dias agoALMT amplia mobilização para doação de sangue e chama servidores e comunidade para ajudar a reforçar estoques



