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Frango abatido registra alta significativa em novembro, mas tendência de queda preocupa para o fim do ano

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O mercado de frango abatido teve desempenho notável na última semana de novembro de 2024, com a cotação atingindo níveis que não eram vistos desde 2021. Na quinta e última semana do mês (de 24 a 30 de novembro), o valor médio do produto foi de R$8,18/kg, o que representou uma valorização anual superior a 9%. Além disso, em relação ao mês anterior, o preço teve um aumento de 8%, alcançando um valor de R$8,24/kg no dia 27 de novembro.

Apesar de um leve esfriamento nos preços nos últimos dias de negócios de novembro (28 e 29), o valor alcançado foi impulsionado pela forte alta dos preços das carnes, especialmente do boi, no período de entressafra, que vai de julho a novembro. O frango acompanhou essa tendência de valorização, assim como o suíno, mas o mercado começou a mostrar sinais de esmorecimento nas vésperas das festividades de fim de ano e do pagamento da primeira parcela do 13º salário.

Frango vivo tem alta no preço no final de novembro

Em relação ao frango vivo, produtores independentes de São Paulo conseguiram, após uma demanda atípica pela ave, um reajuste de R$0,10 no preço, atingindo R$5,60/kg no último sábado (30 de novembro). Esse aumento representa o primeiro registro de preço superior ao de R$5,50/kg, que foi praticado entre setembro e dezembro de 2022. Em Minas Gerais, o preço do frango vivo permaneceu estável em R$5,50/kg desde o reajuste de 19 de novembro.

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Alta de novembro não muda a média anual, mas eleva os preços em relação ao ano passado

Nos 14 meses anteriores (de setembro de 2023 a outubro de 2024), o frango abatido apresentou uma média de preço de R$7,36/kg, com variação de apenas meio por cento ao mês. Já em novembro, os preços tiveram uma variação de 9% em relação à média dos meses anteriores, com uma diferença de mais de 9% entre o menor e o maior preço registrado.

Embora o resultado excepcional de novembro não impacte de forma significativa o valor médio do ano, que ainda se mantém em torno de R$7,00/kg, o preço registrado em novembro (R$7,44/kg) é 9% superior ao do ano anterior, quando foi de R$6,82/kg. Considerando a inflação do período, esse aumento é de 5%. Em comparação com 2021, a média de 2024 é apenas 3% superior, mas, em termos reais (ajustados pela inflação), o valor é mais de 10% inferior ao de dois anos atrás.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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