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Embrapa Uva e Vinho Abre Inscrições para o 2º Dia de Campo

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A Embrapa Uva e Vinho realizará, entre os dias 4 e 6 de fevereiro de 2025, o 2º Dia de Campo da unidade, na sua sede em Bento Gonçalves (RS). Voltado para produtores, técnicos e formadores de opinião do setor vitivinícola, o evento tem inscrições gratuitas, com vagas limitadas. Interessados devem se inscrever antecipadamente no site oficial da Embrapa Uva e Vinho (acesse aqui).

Soluções Tecnológicas e Estações Técnicas

A programação inclui a palestra de abertura “Vinhos BRS: oportunidade em cenário de mudanças climáticas e ameaças fitossanitárias”, conduzida pelo pesquisador Marcos Botton, além de três estações técnicas:

  • Estação 1: Degustação de sucos e vinhos produzidos com cultivares brasileiras desenvolvidas pelo Programa de Melhoramento Genético Uvas do Brasil.
  • Estação 2: Apresentação da Lira Modulável, um sistema inovador de condução para videiras.
  • Estação 3: Discussão sobre o manejo de plantas de cobertura para a proteção do solo e maior produtividade dos parreirais.
Conexão com o Setor e Comemoração dos 50 Anos da Unidade

Idealizado pela chefia da Embrapa Uva e Vinho, o Dia de Campo tem como objetivo aproximar a instituição do setor vitivinícola, promovendo tecnologias inovadoras desenvolvidas pela unidade. Segundo o chefe-geral Adeliano Cargnin, o evento também marca o início das comemorações pelos 50 anos da Embrapa Uva e Vinho.

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“Nada melhor do que começarmos 2025 recebendo produtores e parceiros para apresentar as tecnologias que desenvolvemos ao longo de nossa trajetória. Esperamos todos que estão envolvidos no setor vitivinícola, direta ou indiretamente, para celebrarmos juntos este marco”, afirmou Cargnin.

Espaço para Parceiros e Programação Especial

O evento contará ainda com um espaço para parceiros e licenciados de tecnologias da Embrapa, onde serão apresentados produtos relacionados à vitivinicultura.

Mais Informações e Contato

Os interessados podem acessar a programação completa e realizar suas inscrições no site da Embrapa Uva e Vinho (acesse aqui). Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (54) 3455-8082.

O Dia de Campo integra o calendário do Programa Recupera Rural RS, com apoio da Plataforma Colaborativa Sul, e promete ser um marco de inovação e troca de conhecimentos para o setor vitivinícola brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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