AGRONEGÓCIO

Desempenho do frango abatido na 15ª semana de 2024, segunda do mês de abril

Publicado em

Naturalmente, esperava-se mais. Mas esta foi mais uma (isto é: não foi a única) primeira quinzena sem aqueles picos de preço que, anteriormente, marcavam o mercado do frango. Quer dizer: embora tenham superado o que foi registrado na semana anterior, os preços da segunda semana de abril, 15ª de 2024, permaneceram em quase absoluta estabilidade na maior parte do período e já apresentando sinais de retrocesso no final da semana.

De toda forma, foi um resultado excepcionalmente melhor que o registrado um ano atrás, na mesma semana. Pois então, após breve recuperação nos primeiros dias do mês, os preços da segunda semana de abril retrocederam de forma aguda, iniciando um ciclo de quedas que só começou a registrar reversão no início do segundo semestre.

Vem daí o fato de a média mensal até aqui registrada (R$7,39/kg nos primeiros dez dias de negócios de abril corrente) se encontrar quase 10% acima da registrada no mesmo mês do ano passado: não que a atual média seja elevada; a de abril de 2023 é que foi baixa.

Leia Também:  Boletim do Suíno de abril: Análise Completa Disponível no Site do Cepea

Já em relação ao mês anterior, março de 2024, a média até aqui registrada (R$7,39/kg) apresenta breve ganho, fazendo com que o atual valor corresponda ao segundo melhor resultado do ano, aquém apenas da média registrada em fevereiro – R$7,44/kg.

Encerrando-se hoje (15) a primeira quinzena de abril, fica difícil contar com a manutenção dos valores atuais. Mas o que mais importa, daqui em diante, é a não repetição do ocorrido um ano atrás, ocasião em que a cotação média registrada na segunda quinzena de abril recuou mais de 7% em relação à média dos três meses anteriores, fazendo com que a média mensal retrocedesse ao menor nível no espaço de dois anos.

Todo essa panorama afeta, naturalmente, o mercado do frango vivo que, em São Paulo, ainda mantém como referência a cotação de R$5,00/kg, mas – excetuado o produto com entrega pré-programada – continua fechando os poucos negócios realizados com descontos variáveis.

Já em Minas Gerais, depois de comercializado por R$5,20/kg nos dois primeiros dias do mês, o frango vivo sofreu três reduções de cinco centavos cada e uma de dez centavos. Com isso, abre o último dia da primeira quinzena cotado a R$4,95/kg, valor que havia vigorado pela última vez entre agosto e setembro do ano passado.

Leia Também:  Chuvas podem interferir nas operações de colheita e favorecer a evolução de doenças, diz agrometeorologista

Registre-se, como curiosidade, que em 9 de abril o frango abatido completou os 100 primeiros dias de 2024 alcançando preço médio de R$7,40/kg, resultado que significou valorização de 4,67% sobre os R$7,07/kg registrados nos 100 primeiros dias de 2023.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

Published

on

As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
Leia Também:  Com novo e sucessivo aumento, custo de produção do frango tem o maior valor do 2º semestre de 2023
Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
Leia Também:  Ibovespa inicia semana com tendência negativa em dia de feriado nos EUA

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA