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Cup of Excellence avalia 40 amostras para eleger o melhor café especial do Brasil em 2023

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Começou na terça-feira (24) e se estende até 28 de outubro a fase internacional do Cup of Excellence 2023, na Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), no homônimo município situado no Sul de Minas. São 40 produtores, representando 10 regiões cafeeiras, que seguem na disputa do título de melhor café especial produzido na safra 2023 no país. A competição é realizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE).

Distribuídas nas três categorias do concurso – via úmida, via seca e a inédita café experimental –, essas 40 amostras (clique aqui e confira) serão reavaliadas pelo júri internacional, composto por 20 juízes de todo o mundo, e as que obtiverem nota igual ou superior a 87 pontos (escala de zero a 100 do concurso) serão eleitas as campeãs do principal concurso de qualidade para café do mundo, respeitando o limite de 10 ganhadores por categoria.

Segundo o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, o Cup of Excellence sempre foi voltado aos produtores, à maneira sustentável como cultivam seus cafés especiais e às suas histórias e das origens produtoras, sendo uma vitrine mundial ao trazer os principais provadores e compradores globais para conhecerem nossos cafés e fazerem intercâmbio com os cafeicultores brasileiros.

“A troca de informações e experiências permite que o cafeicultor conheça o que cada mercado consumidor valoriza no mundo e volte sua atenção para as características de mercado que se assimilam ao produto que cultiva. Além disso, com a diversidade de regiões produtoras que o Brasil possui, colhemos diferentes tipos de café, o que nos torna aptos a prover toda a diversidade de qualidade e sabores que o mundo demanda, mantendo o Brasil na vanguarda internacional”, comenta.

Uma importante característica do Cup of Excellence, além da valorização de tradicionais origens produtoras, é o descobrimento de novas, o que vem sendo uma constante ao longo dos anos. Na fase internacional desta edição, os 40 produtores finalistas representam as Indicações Geográficas (IG) de Denominação de Origem Café da Canastra (MG), Cerrado Mineiro, Mantiqueira de Minas e Montanhas do Espírito Santo; as IGs de Indicação de Procedência Campo das Vertentes (MG) e Matas de Minas; a Marca Coletiva Região Vulcânica (MG e SP) e as regiões Chapada de Minas, Chapada Diamantina (BA) e Sul de Minas.

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“Produtores de regiões que antes eram consideradas normais, que passavam despercebidas aos olhos do mercado internacional, atualmente são reconhecidas por seus potenciais cafés e perfis exclusivos que o Cup of Excellence apresentou ao mundo, abrindo um leque de possibilidade a seus cafeicultores, que criam novos vínculos comerciais e de amizade com os compradores globais e valorizam seus produtos. A área mais recente que temos neste ano é a D.O. Café da Canastra, que foi reconhecida pelo INPI há apenas um mês”, revela.

LEILÃO INTERNACIONAL

Os 30 lotes vencedores do Cup of Excellence 2023 serão comercializados em disputado leilão internacional, via internet, ao preço de abertura de US$ 6,50 por libra-peso cada lote, o que equivale a mais de *R$ 4.300 por saca de 60 kg. A competição também terá os cafés eleitos como “vencedores nacionais”, que serão as amostras classificadas para a fase internacional que voltarem a receber nota igual ou maior que 86 pontos, mas que ficarem abaixo dos 30 primeiros colocados. Esses lotes também ficarão disponíveis para compra em plataforma on-line, pela cotação inicial de US$ 5,00 por libra-peso, ou pouco acima de *R$ 3.300 por saca.

* Dólar comercial cotado a R$ 5,002, conforme fechamento de 25 de outubro de 2023.

CUP OF EXCELLENCE

Criado no Brasil, em 1999, o Cup of Excellence é o principal concurso de qualidade para cafés especiais do mundo e integra as ações do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”, desenvolvido em parceria por BSCA e ApexBrasil. Atualmente, por meio de cooperação entre a Associação e a ACE, a competição é realizada em diversos países, ampliando a procura pelos melhores grãos colhidos em cada safra para que sejam comercializados através de leilão internacional. Os preços alcançados nesses pregões vão muito além do mercado convencional. Em 2018, por exemplo, o campeão da competição brasileira alcançou o maior valor pago por uma saca de café no país: R$ 73 mil.

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BRAZIL. THE COFFEE NATION

O projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation” é realizado pela BSCA e pela ApexBrasil com foco na promoção comercial do café especial brasileiro no mercado internacional, reforçando os pilares de qualidade, diversidade e sustentabilidade. A iniciativa tem como objetivo apresentar o Brasil como uma nação dotada dos recursos naturais essenciais para o cultivo dos melhores cafés e que ativamente investe ativamente para atingir os mais altos requisitos de qualidade, de forma sustentável e em observância a rígidas normas de direito social e ambiental.

Com vigência até agosto de 2025, uma das prioridades do projeto será investir em ações de qualificação e diversificação, com foco no apoio aos produtores de café canéfora (robusta e conilon) do país, nas certificações de qualidade e de sustentabilidade e nos cafés produzidos por mulheres, fomentando a equidade de gênero na cafeicultura brasileira e a capacitação de provadoras profissionais de café. O projeto atual tem como mercados-alvo: i) África do Sul, Austrália, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos, França, Japão, Malásia, Polônia, Rússia e Taiwan para os cafés crus especiais; e ii) Canadá, Chile, China e Estados Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem.

As empresas que ainda não fazem parte podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / 99824-9845 / 99879-8943 ou do e-mail [email protected].

Fonte: Assessoria de Imprensa BSCA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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