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Cuiabá faz história com 41% de mulheres no primeiro escalão da prefeitura e Mesa Diretora da Câmara 100% feminina

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Neste Dia Internacional da Mulher, Cuiabá se destaca não apenas pela celebração de uma data significativa, mas também pela marca histórica de um avanço político e social. Pela primeira vez, a Prefeitura Municipal tem 41% de mulheres no comando de secretarias, refletindo a crescente presença feminina em cargos de liderança na cidade. Além disso, a capital mato-grossense entrou para a história com uma Mesa Diretora 100% feminina na Câmara Municipal na atual legislatura.

O prefeito Abilio Brunini (PL) ao nomear sete mulheres para liderar secretarias municipais, promove uma verdadeira revolução silenciosa na gestão pública. Este índice de 41% de mulheres no primeiro escalão é o maior já registrado na cidade e posiciona Cuiabá como um exemplo no país. O prefeito de Cuiabá também foi o grande apoiador da Mesa Diretora do Legislativo apenas com mulheres.

“O equilíbrio de gênero não é apenas uma questão de justiça, mas de eficiência. As mulheres trazem uma visão diferenciada e essencial para a gestão pública. Nossa administração reflete essa pluralidade. É uma gestão que está à frente do seu tempo”, afirma o prefeito Abilio Brunini.

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Entre as mulheres que compõem a gestão municipal, destaca-se a vice-prefeita Vânia Garcia Rosa, que também ocupa o cargo de secretária de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. Na saúde, a médica pediatra Lúcia Helena Barboza Sampaio tem o desafio de solucionar os inúmeros problemas deixados pela gestão anterior. Outra pasta comanda por uma mulher é a Educação, que tem como titular a professora Solange Dias. Na Secretaria de Mobilidade Urbana é comandada pela agente de trânsito Regivânia Alves Venâncio e a delegada Juliana Chiquito Palhares, é a secretária de Fiscalização e Ordem Pública.

A jornalista Ana Karla Costa é a secretária de Comunicação e as coronéis Hadassah Suzannah Beserra De Souza e Francyanne Siqueira Chaves Lacerda são titulares da pasta da Mulher e da Segurança Pública, respectivamente. Além das secretárias, a primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris, também entrou para história de Mato Grosso como a vereadora mais votada da Câmara Municipal de Cuiabá.

Servidora de carreira, Regivânia Alves Venâncio explica que encara a missão de ser secretária municipal de Mobilidade Urbana como uma “missão especial”.

“É uma oportunidade única, não apenas de gerir uma pasta desta magnitude, mas, de mostrar nosso trabalho. Costumo dizer que a mulher tem um olhar mais cuidadoso, tem mais critério para analisar situações. É um crescimento para a mulher mostrar essa força”, afirma.

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Câmara

A atual legislatura da Câmara de Cuiabá (2025-2028) é composta por oito vereadoras. São elas: Paula Calil (PL), Samantha Iris (PL), Maysa Leão (Republicanos), Michelly Alencar (União Brasil), Maria Avalone (PSDB), Dra. Mara (Podemos), Baixinha Giraldelli (Solidariedade) e Katiuscia Mantelli (PSB).

Já a Mesa Diretora tem como presidente a vereadora Paula, Maysa vice-presidente, Michelly 2ª vice-presidente, Mara 3ª vice-presidente e Katiuscia 1ª secretária.

#PraCegoVer

A matéria é ilustrada com uma foto das secretárias municipais, Francyanne Siqueira Chaves Lacerda (Segurança Pública), Ana Karla Costa (Comunicação), Vânia Garcia Rosa (Assistência Social), Mulher (Hadassah Suzannah), Solange Dias (Educação), dra. Lúcia Helena Barboza (Saúde), Regivânia Alves Venâncio (Mobilidade Urbana) e Juliana Chiquito Palhares (Fiscalização e Ordem Pública). Abaixo tem outra foto da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá formada pelas vereadoras Katiuscia Manteli (1º Secretário), Maysa Leão (1º Vice-Presidente), Paula Calil (Presidente), Michelly Alencar (2º Vice-Presidente) e Dra. Mara (2º Secretário).

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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