AGRONEGÓCIO

Mercado de Açúcar Registra Queda nas Bolsas Internacionais

Publicado em

Os contratos futuros de açúcar registraram queda nas principais bolsas internacionais nesta terça-feira (14). Segundo Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado, as condições climáticas no Centro-Sul do Brasil têm favorecido os canaviais, com uma alternância equilibrada entre períodos de chuva e sol. Enquanto a semana anterior foi marcada por chuvas, esta semana apresentou mais dias ensolarados, com previsão de novas precipitações na próxima semana.

Diante desse cenário, a consultoria revisou sua projeção para a safra de cana-de-açúcar da região Centro-Sul, ajustando-a de 605 milhões de toneladas para 620 milhões de toneladas. Há ainda a possibilidade de que o volume total alcance ou ultrapasse 630 milhões de toneladas.

Queda nas bolsas internacionais

Em Nova York, na ICE Futures, os contratos futuros de açúcar apresentaram retração. O contrato para março de 2025 recuou 58 pontos, encerrando a 18,32 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de maio de 2025 caiu 53 pontos, sendo cotado a 17,39 centavos de dólar por libra-peso.

Leia Também:  Em Juazeiro do Norte, JBS Couros anuncia vagas de emprego para unidade no Mato Grosso do Sul

Na ICE Europe, em Londres, o movimento também foi de baixa. O contrato de março de 2025 registrou uma queda de US$ 15,20, fechando a US$ 481,20. O contrato de maio de 2025 recuou US$ 15,80, sendo negociado a US$ 485,40.

Movimentações no mercado interno
  • Açúcar cristal

No mercado interno, o açúcar cristal seguiu a tendência de baixa. O Indicador Cepea/Esalq, referente ao estado de São Paulo, apresentou leve desvalorização, refletindo a maior oferta do produto.

  • Etanol hidratado

Por outro lado, o etanol hidratado registrou ligeira alta, conforme o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.895,00 por metro cúbico, representando um aumento de 0,31%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

Published

on

Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

Leia Também:  Clima favorece segunda safra no Brasil e plantio nos EUA, aponta relatório do Itaú BBA

Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

Leia Também:  Lideranças avaliam que fim da MP 1303 preserva crédito e estabilidade no campo

Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA