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Conheça os impactos das moscas-do-chifre no rebanho e como minimizá-los

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A rentabilidade da atividade pecuária pode ser diminuída significativamente pelos efeitos dos parasitos que acometem os bovinos. As perdas econômicas causadas pelos parasitos dos bovinos podem gerar prejuízos de até US$ 14 bilhões por ano. Entre esses parasitas estão as moscas-do-chifre, que se não forem controladas de forma correta gerar perdas econômica de US$ 2,56 bilhões ao setor.

A infestação por Haematobia irritans, nome científico das moscas-do-chifre, tem impacto negativo sobre a produção e o desempenho dos bovinos, expressos na diminuição do ganho de peso, da produção de leite, do apetite e da conversão alimentar. O ectoparasita afeta o rebanho especialmente no período de chuvas e altas temperaturas, condições muito frequentes no Brasil.

Uma infestação constante de 500 moscas ao longo de um ano pode levar a uma perda anual de 40 kg de peso por animal/ano e redução de até 25% na produção de leite, perda de 2,5 litros de sangue/ano, queda de até 15% da taxa de prenhez, além de comprometer a alimentação do animal, diminuindo sua produtividade.

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“O estresse provoca profundos efeitos sobre a fisiologia do animal, em consequência disso há redução na produção de leite, redução no ganho de peso e danos ao couro.”, disse o Gerente Técnico de Bovinos da Zoetis, Elio Moro.

Na maioria dos estados brasileiros, as altas infestações ocorrem no início e final do período chuvoso e é este o momento correto para se planejar o controle e tratamento da mosca-dos-chifres, de acordo com os estudos de dinâmica populacional, que definem as melhores épocas de controle em relação ao nível de infestação nos animais.

Atualmente, um dos métodos mais eficazes para o tratamento e controle da mosca-dos-chifres é a utilização de brincos mosquicidas que protegem os animais por até 180 dias. “A Zoetis oferece ao pecuarista o TopTag 180, com tecnologia moderna garantindo a maior concentração de Diazinon no produto, alta resistência e elasticidade do brinco”, ressalta o especialista.

Utilizando apenas 1 brinco por animal, você tem proteção eficaz por até 180 dias, a maior do mercado. Com isso, você consegue realizar a aplicação do brinco mosquicida durante campanhas de vacinação, entre outros protocolos maiores, evitando manejos adicionais ao longo do ano e causando menos estresse e gasto energético aos animais.

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Fonte: Zoetis

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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