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Saúde de Cuiabá fecha primeiro semestre com novas unidades, ampliação de serviços e redução de filas

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Com a entrega de três novas Unidades de Saúde da Família (USFs), dois Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), mais de 30 mil atendimentos no Centro Médico Infantil (CMI) e redução de mais de 101 mil pacientes na fila por consultas, exames e cirurgias, a saúde pública de Cuiabá registrou importantes avanços no primeiro semestre do ano. A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), ampliou a rede de atendimento, fortaleceu os serviços especializados e expandiu programas voltados à assistência da população, entre janeiro e junho de 2026.

No período, a gestão entregou três novas Unidades de Saúde da Família (USFs), revitalizou outra unidade básica, inaugurou dois Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), ampliou o acesso a cirurgias especializadas, fortaleceu a assistência hospitalar e consolidou o funcionamento do Centro Médico Infantil (CMI), que já ultrapassou a marca de 30 mil atendimentos.

A Atenção Primária à Saúde recebeu investimentos importantes com a entrega da USF Jardim Passaredo, da USF Pedregal e da USF Praeiro, além da revitalização completa da USF Areão.

A USF Jardim Passaredo, inaugurada em janeiro, colocou fim à espera de mais de 12 anos da população. A unidade recebeu investimento superior a R$ 1,5 milhão e passou a beneficiar cerca de 12 mil moradores do bairro e de outras seis comunidades da região, ampliando significativamente o acesso aos serviços básicos de saúde.

Em março, foi entregue a USF Pedregal, totalmente reformada e modernizada após investimento de R$ 750 mil. A unidade passou a oferecer estrutura renovada, novos equipamentos, consultórios climatizados e, pela primeira vez, atendimento odontológico para os moradores da região, beneficiando mais de oito mil pacientes.

Ainda em março, a Prefeitura inaugurou a USF Praeiro, fortalecendo a cobertura da Atenção Primária e ampliando a capacidade de atendimento da rede municipal.

Fechando o ciclo de entregas, a USF Areão foi totalmente revitalizada e devolvida à população com estrutura renovada, proporcionando melhores condições de trabalho às equipes e atendimento mais humanizado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados obtidos no primeiro semestre refletem o compromisso da gestão em reconstruir a rede municipal e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde.

“Os primeiros seis meses de 2026 representam um período de muito trabalho e importantes conquistas para a saúde de Cuiabá. Entregamos novas unidades, fortalecemos a atenção básica, ampliamos a assistência especializada, investimos em saúde mental, reduzimos filas históricas e levamos mais dignidade para quem depende do SUS. Nosso compromisso é continuar avançando, oferecendo uma saúde cada vez mais eficiente e acessível para toda a população cuiabana”, afirmou a secretária.

Outro grande avanço ocorreu na área da saúde mental. A gestão entregou o CAPS Adolescer em maio, unidade especializada no atendimento de crianças e adolescentes com transtornos mentais e dependência de álcool e outras drogas. O espaço, cujas obras estavam paralisadas desde 2022, foi concluído e passou a integrar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), com capacidade para atender entre 30 e 50 pacientes por dia e aproximadamente 200 usuários em acompanhamento contínuo.

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Também foi inaugurado o CAPS CPA IV em junho, fortalecendo a assistência em saúde mental na região Norte da capital. A unidade revitalizada acompanha cerca de 550 pacientes e conta com equipe multiprofissional formada por psicólogos, psiquiatra, enfermeiros, farmacêuticos, assistentes sociais, educador físico, arteterapeuta e outros profissionais especializados.

Na assistência hospitalar, a gestão ampliou significativamente a oferta de procedimentos especializados. Entre as ações implementadas está o início das cirurgias de Ressecção Transuretral da Próstata (RTU), realizadas em parceria com o Hospital Santa Helena, ampliando o acesso ao tratamento de pacientes com hiperplasia prostática benigna.

Outro marco foi o início do primeiro mutirão municipal de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, procedimento minimamente invasivo que passou a ser ofertado pelo SUS municipal, garantindo recuperação mais rápida e maior segurança aos pacientes.

A Secretaria Municipal de Saúde também promoveu mutirões voltados à organização da fila de neurocirurgias de alta complexidade. Ao todo, 75 pacientes passaram por avaliação especializada para atualização dos processos e programação dos procedimentos cirúrgicos.

A rede municipal também iniciou os atendimentos ambulatoriais para cirurgia bariátrica, em parceria com o Hospital Santa Helena, oferecendo uma linha de cuidado inédita para pacientes que antes dependiam exclusivamente da fila estadual.

Outro anúncio importante realizado durante o semestre foi a implantação do primeiro Centro de Tratamento da Obesidade (CTO) do país, que será desenvolvido em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), ampliando o acesso ao tratamento integral da obesidade pelo SUS.

Os investimentos também refletiram na redução das filas de espera. Entre agosto de 2025 e março de 2026, a demanda reprimida por consultas, exames e cirurgias caiu de 421.981 para 320.679 solicitações, representando redução de mais de 101 mil pacientes aguardando atendimento.

Na área hospitalar, o Hospital Municipal São Benedito passou por ampla reestruturação. A unidade recebeu o primeiro equipamento de ressonância magnética de 3 Tesla da rede municipal, ampliando a capacidade diagnóstica, praticamente eliminando a fila de biópsias e reduzindo a necessidade de encaminhamentos externos.

Outro destaque do semestre foi o fortalecimento da saúde bucal. Entre outubro de 2025 e maio de 2026, foram entregues gratuitamente 1.476 próteses dentárias a pacientes atendidos pelo SUS, promovendo mais qualidade de vida, autoestima e inclusão social.

Na Vigilância em Saúde, as equipes intensificaram as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Desde o início do ano, foram vistoriados 574.889 imóveis em Cuiabá. Durante as inspeções, 60.826 imóveis receberam tratamento focal, 68.063 depósitos com água foram tratados e outros 17.104 criadouros considerados de risco foram eliminados definitivamente.

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Mesmo inaugurado em dezembro de 2025, o Centro Médico Infantil (CMI) consolidou-se como uma das principais entregas da atual gestão durante o primeiro semestre de 2026. Nos seis primeiros meses de funcionamento, a unidade realizou 30.934 atendimentos pediátricos de urgência e emergência, com média mensal de 4.420 atendimentos.

A maior parte da demanda registrada no período correspondeu aos casos classificados como Menor Urgência, totalizando 21.593 atendimentos. Também foram registrados 6.840 casos de Urgência, 898 classificados como Prioridade, 839 Muito Urgentes, 77 Emergências, 678 Não Urgentes e nove procedimentos de sutura, consolidando o CMI como referência no atendimento infantil da capital.

Os resultados alcançados entre janeiro e junho demonstram o compromisso da gestão municipal em fortalecer toda a rede pública de saúde, da Atenção Primária aos serviços de alta complexidade, ampliando o acesso da população aos atendimentos, reduzindo filas históricas e investindo em infraestrutura, tecnologia e humanização dos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde.

Principais números do primeiro semestre de 2026

Infraestrutura e expansão da rede

3 novas Unidades de Saúde da Família (USFs) entregues
1 USF totalmente revitalizada (Areão)
2 novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) inaugurados

Atenção Primária

USF Jardim Passaredo: investimento superior a R$ 1,5 milhão
Cerca de 12 mil moradores beneficiados
USF Pedregal: investimento de R$ 750 mil
Mais de 8 mil pacientes beneficiados

Saúde Mental

CAPS Adolescer com capacidade para 30 a 50 atendimentos por dia
Aproximadamente 200 pacientes em acompanhamento contínuo
CAPS CPA IV atende cerca de 550 pacientes

Cirurgias e assistência especializada

75 pacientes avaliados no mutirão de neurocirurgias de alta complexidade
Início das cirurgias de RTU (próstata)
Início do primeiro mutirão municipal de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia
Implantação do primeiro Centro de Tratamento da Obesidade (CTO) do país
Início dos atendimentos ambulatoriais para cirurgia bariátrica

Redução das filas

Queda da demanda reprimida de 421.981 para 320.679 solicitações
Redução de 101.302 pacientes aguardando consultas, exames e cirurgias

Hospital São Benedito

Instalação do primeiro equipamento de ressonância magnética 3 Tesla da rede municipal

Saúde Bucal

1.476 próteses dentárias entregues gratuitamente

Combate ao Aedes aegypti

574.889 imóveis vistoriados
60.826 imóveis receberam tratamento focal
68.063 depósitos com água tratados
17.104 criadouros eliminados

Centro Médico Infantil (CMI)

30.934 atendimentos de urgência e emergência
Média de 4.420 atendimentos por mês
21.593 casos de Menor Urgência
6.840 casos de Urgência
898 casos classificados como Prioridade
839 casos Muito Urgentes
77 Emergências
678 casos Não Urgentes
9 procedimentos de sutura realizados

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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