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Mercados globais operam mistos e Ibovespa Futuro recua com foco em tecnologia, inflação e cenário geopolítico

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Mercados globais: Ásia fecha mista com destaque para tecnologia

Os mercados acionários da Ásia encerraram o pregão desta quarta-feira (24) sem direção única, em meio à recuperação parcial do setor de tecnologia após recentes ajustes globais.

Na China, o índice CSI 300 avançou 0,48%, enquanto o SSEC, de Xangai, registrou alta de 0,11%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,33%, apoiado principalmente por ações ligadas à cadeia de tecnologia e inteligência artificial.

O destaque positivo ficou com o setor de semicondutores, que avançou mais de 5% no índice chinês do segmento, enquanto empresas ligadas à IA subiram cerca de 2,9%. O movimento reflete o retorno do apetite ao risco após correções recentes e declarações de autoridades chinesas reforçando o avanço tecnológico como prioridade estratégica.

O primeiro-ministro da China, Li Qiang, afirmou em evento internacional que o país seguirá acelerando a aplicação de novas tecnologias em larga escala, reforçando o viés positivo para o setor.

Entre os demais mercados asiáticos:

  • Nikkei (Japão): -0,88%, a 69.174 pontos
  • Kospi (Coreia do Sul): +3,26%, a 8.471 pontos
  • Taiwan Taiex: -2,24%
  • Straits Times (Singapura): +0,20%
  • S&P/ASX 200 (Austrália): +0,24%
  • Europa e EUA: cautela predomina em meio a inflação e juros
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O ambiente global segue marcado por cautela, com investidores ainda atentos à trajetória dos juros nas principais economias e à divulgação de dados de inflação.

O sentimento geral é de ajuste de posições após volatilidade recente, especialmente em ativos de tecnologia, que continuam sendo o principal motor dos mercados internacionais.

Brasil: Ibovespa Futuro recua e dólar sobe no início do dia

No cenário doméstico, o Ibovespa Futuro abriu o pregão em queda de aproximadamente 0,44%, na faixa dos 174 mil pontos, acompanhando o movimento de aversão ao risco no exterior.

O dólar comercial iniciou o dia em leve alta, sendo negociado próximo de R$ 5,19, refletindo cautela dos investidores diante do cenário global e da agenda econômica.

Entre os destaques do mercado brasileiro, o foco recai sobre fatores corporativos e fluxo financeiro:

  • Setor bancário: o Banco Bradesco aprovou pagamento de R$ 3,5 bilhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP), movimento que também repercute no desempenho de Itaú Unibanco e demais instituições financeiras.
  • Consumo e shoppings: a Allos reforçou ao mercado informações sobre projetos multiuso, mantendo o setor no radar dos investidores.
  • Recompra de ações: empresas como Localiza (RENT3), Prio (PRIO3) e Hapvida (HAPV3) seguem com programas ativos de recompra, sustentando atenção no mercado acionário.
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Panorama do dia: tecnologia sustenta bolsas, mas volatilidade segue no radar

O desempenho global desta sessão reforça um cenário de mercado ainda dividido: de um lado, a retomada parcial de tecnologia e inteligência artificial; de outro, a cautela com inflação, juros e tensões geopolíticas.

No Brasil, o foco permanece na oscilação do câmbio, no comportamento do Ibovespa Futuro e nos desdobramentos corporativos que podem influenciar o fluxo de capital ao longo do dia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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