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Mercado de Algodão Mantém Preços Firmes em Semana de Negócios Pontuais

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O mercado físico de algodão registrou uma semana de negociações pontuais, com preços firmes, mesmo diante da queda na Bolsa de Nova York. A entrada gradual do algodão da nova safra no mercado contribuiu para sustentar as cotações. A demanda, embora moderada, apresentou alguns interesses no mercado spot, com entregas programadas para até 30 dias, conforme informações da Safras Consultoria.

Na quinta-feira (8), a cotação do algodão CIF São Paulo variou em torno de R$ 4,06 por libra-peso, representando um aumento de 0,74% em relação aos R$ 4,03 por libra-peso da semana anterior. No Mato Grosso, o preço pago ao produtor em Lucas do Rio Verde alcançou R$ 3,88 por libra-peso (equivalente a R$ 128,40 por arroba), uma alta de 1,30% comparada aos R$ 3,83 por libra-peso (ou R$ 126,75 por arroba) negociados na quinta-feira anterior (01).

Safra 2023/24 em Mato Grosso: Área Cultivada e Produtividade

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estimou que a área destinada ao cultivo de algodão na safra 2023/24 em Mato Grosso será de 1,46 milhão de hectares, um aumento de 1,62% em comparação ao último relatório e de 21,71% em relação à safra passada. Esse crescimento se deve, principalmente, à maior rentabilidade do algodão em comparação ao milho, o que incentivou os produtores, já equipados com a infraestrutura necessária, a investirem na cultura do algodão.

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Em termos de produtividade, o Imea reajustou a projeção para um rendimento médio de 291,16 arrobas por hectare. Apesar de estar alinhada com a média do relatório anterior, foram feitos ajustes regionais, com destaque para a região Oeste, que apresentou um aumento de 0,89% em agosto de 2024 em relação a julho de 2024. Por outro lado, as regiões Nordeste e Sudeste registraram reduções de 0,68% e 0,65%, respectivamente, no mesmo período. Com a colheita ainda em andamento, espera-se que o rendimento final da safra possa ser mensurado com maior precisão à medida que os trabalhos avançam.

Com os ajustes na área plantada e na produtividade, a produção de algodão em caroço foi projetada em 6,39 milhões de toneladas, um incremento de 1,62% em relação à estimativa do mês anterior. Considerando um rendimento médio previsto de 41,54% para a pluma, a produção de fibra de algodão foi estimada em 2,66 milhões de toneladas. As informações são do Imea.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da colheita aponta para recorde de 57,39 milhões de toneladas de milho

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Mato Grosso deve colher o recorde de 57,39 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26, crescimento de 3,53% em relação ao ciclo anterior. O volume equivale a cerca de 40% de toda a produção brasileira prevista para a temporada e confirma o estado como principal produtor nacional do cereal.

A nova estimativa foi divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), depois da consolidação da área cultivada por meio de dados de georreferenciamento. O levantamento identificou 7,43 milhões de hectares plantados, extensão 2,41% superior à da safra passada e 7,53% maior que a média dos últimos cinco anos.

Essa foi a segunda maior área já destinada ao milho em Mato Grosso, atrás apenas da registrada em 2022/23. Naquele ciclo, os preços mais favoráveis estimularam uma expansão maior do cultivo.

A produção, entretanto, será a maior da série histórica do instituto. O resultado supera em aproximadamente 1,96 milhão de toneladas o obtido na temporada anterior e fica 23,85%, ou cerca de 11 milhões de toneladas, acima da média das últimas cinco safras.

A produtividade foi estimada em 128,67 sacas por hectare, equivalente a aproximadamente 7,72 toneladas por hectare. O rendimento ficou praticamente estável em relação ao levantamento anterior, com pequeno ajuste de 0,02%.

Segundo o Imea, o desempenho foi favorecido pelas condições observadas durante o desenvolvimento das lavouras, principalmente pela distribuição das chuvas na maior parte das regiões produtoras. Mesmo em áreas plantadas fora da janela considerada ideal, o clima permitiu a manutenção de rendimentos elevados.

A revisão da produtividade também considerou os novos pesos regionais definidos após a consolidação da área. Isso significa que o instituto recalculou a participação de cada região na média estadual, com base na extensão efetivamente cultivada.

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O levantamento por georreferenciamento utiliza informações espaciais para identificar e medir as lavouras. O método permite aumentar a precisão da estimativa, especialmente em um estado com grandes áreas agrícolas e forte presença do sistema de produção que combina soja e milho na mesma temporada.

Até 31 de julho, a colheita havia alcançado 96,77% da área estimada, avanço de 6,11 pontos percentuais em uma semana. Os trabalhos estavam 0,39 ponto percentual à frente do ritmo observado no mesmo período da safra anterior.

As áreas ainda não colhidas estavam mais dispersas. Parte dos produtores aguardava uma redução adicional da umidade dos grãos, estratégia que facilita a armazenagem e pode diminuir as despesas com secagem.

A região Sudeste apresentava o menor avanço, com 85,61% da área colhida. Mesmo assim, registrou o maior crescimento semanal, de 18,02 pontos percentuais, depois que novas lavouras atingiram o ponto adequado para a retirada do cereal.

A dimensão da safra mato-grossense fica mais evidente quando comparada à produção nacional. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,73 milhões de toneladas de milho em 2025/26. Embora os dois levantamentos adotem metodologias próprias, o volume calculado pelo Imea para Mato Grosso corresponde a aproximadamente 40,5% desse total.

O milho nacional ocupa uma área estimada em 22,62 milhões de hectares. Isso significa que Mato Grosso concentra perto de um terço da área brasileira, mas entrega uma parcela superior da produção graças à escala e à produtividade de suas lavouras.

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O crescimento da oferta movimenta uma cadeia que vai além da propriedade. O cereal abastece as fábricas de ração, a produção de aves, suínos, bovinos e peixes, as usinas de etanol de milho e as empresas responsáveis pelo armazenamento, transporte e comercialização.

A expansão das usinas de etanol em Mato Grosso também criou uma alternativa de consumo próxima às regiões produtoras. Além do biocombustível, o processamento gera ingredientes utilizados na alimentação animal, aumentando a integração entre produção de grãos, pecuária e agroindústria.

Em junho, 51,41% da safra estadual já estava comercializada, segundo o Imea. O preço médio dos negócios realizados para o ciclo ficou em R$ 43,10 por saca, referência que varia conforme a região, o prazo de entrega, o custo do frete e as condições de armazenagem.

Com quase metade do volume ainda disponível naquele momento, a capacidade de guardar o milho e escolher o período de venda ganha importância. Produtores com acesso a armazéns próprios ou contratos de entrega conseguem reduzir a necessidade de comercializar uma parcela maior justamente durante o pico da colheita.

A safra recorde amplia a oferta para o mercado interno e para as vendas ao exterior, mas também exige mais silos, caminhões, ferrovias e capacidade industrial. O desafio agora é transformar as 57,39 milhões de toneladas em maior circulação de renda, agregação de valor e oportunidades para o produtor rural e para as demais atividades ligadas ao milho.

Fonte: Pensar Agro

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