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Comitiva de Mato Grosso do Sul apresenta avanços genéticos e soluções em saúde animal na MegaLeite 2025

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A comitiva de Mato Grosso do Sul se destaca na MegaLeite 2025, o maior evento da pecuária leiteira da América Latina, que acontece em Belo Horizonte (MG) até sábado (14). O grupo leva ao público nacional inovações genéticas e nutricionais aplicáveis diretamente nas fazendas, reunindo produtores do Núcleo Girolando MS e outros representantes da cadeia produtiva do estado.

Avanços genéticos com o Núcleo Girolando MS

No campo da genética, o Núcleo Girolando MS reforça os progressos alcançados, especialmente após a inclusão da raça Girolando em julgamentos nas principais exposições agropecuárias do estado, como a Expogrande, realizada em abril. Essa participação contínua em eventos técnicos tem promovido avaliações genéticas mais precisas e ampliado a visibilidade dos rebanhos sul-mato-grossenses, incentivando a adoção de matrizes mais produtivas e adaptadas ao clima tropical.

Alessandro Coelho, presidente do Núcleo Girolando MS, ressalta:

“Estamos consolidando o potencial genético do Girolando sul-mato-grossense em nível nacional. Queremos compartilhar esse avanço aqui, no maior evento do leite do Brasil. Também temos estimulado o consumo da proteína, com ações como o Festival do Leite, Queijo e Economia Criativa, que ocorrerá em Campo Grande nos dias 27 e 28 de junho.”

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Saúde animal: inovação e troca de conhecimento

No segmento de saúde animal, o Grupo Real, por meio da marca CMR, inovou ao promover a gravação de um podcast durante a MegaLeite. A iniciativa cria um espaço interativo para esclarecer dúvidas dos produtores, compartilhar práticas de campo e apresentar soluções que contribuem para o aumento da produção de leite por vaca, além do enfrentamento de desafios comuns, como o controle de carrapatos. A equipe também visita fazendas da região para ouvir diretamente os relatos dos produtores.

Marcelo Real, diretor de fomento e eventos da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando e diretor comercial do Grupo Real, comenta:

“A MegaLeite é uma vitrine de tecnologias, mas também um espaço de escuta. Nosso objetivo é mostrar que é possível produzir mais, com melhor aproveitamento da dieta e saúde do rebanho, promovendo uma troca direta de conhecimento com quem está na lida.”

Abertura oficial e importância do evento

A feira foi oficialmente inaugurada com uma solenidade que contou com a presença do presidente da CNA, João Martins, do diretor técnico Bruno Lucchi, deputados federais e estaduais, secretários de governo e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Essa forte presença institucional evidencia a importância da cadeia leiteira para o agronegócio brasileiro.

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Programação e compromisso de MS com a pecuária leiteira

A MegaLeite reúne genética, tecnologia, mercado e conhecimento, com uma agenda intensa de julgamentos, lançamentos técnicos e oportunidades de negócios até o final do evento. A participação da comitiva sul-mato-grossense reforça o compromisso do estado com uma pecuária leiteira cada vez mais eficiente, produtiva e alinhada às tendências do setor.

Para finalizar, Alessandro Coelho parabenizou a organização:

“Parabéns ao diretor de eventos da Girolando Nacional, Marcelo Real, pela excelente organização. A feira está realmente ‘Mega’ e reforça o papel do Girolando como motor da pecuária leiteira no Brasil.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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