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Associação de Citros de Mesa investe em parceria com foco na segurança do alimento

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A citricultura é uma das principais agroindústrias brasileiras e detém a liderança mundial na exportação e na produção de suco de laranja. É o que apontam dados divulgados pelo SENAR: no país são 1,44 milhões de estabelecimentos rurais produzindo entre laranja, limão e tangerina, produzindo 14,9 milhões de toneladas. Informações divulgadas pela Associação Brasileira de Citros de Mesa apontam que a venda de cítricos in natura no mercado interno gera US$1,8 bilhões, enquanto as exportações US$ 73 milhões. Já a indústria de sucos movimenta US$2,2 bilhões. Apesar da força e dos grandes números, a indústria de citros enfrenta importantes desafios, é o que revela o presidente da ABCM, Carlos Lucato.

“O cenário é desafiador do ponto de vista de produção pelos problemas de doenças muito graves que o setor está tendo para manejar, além do clima que está a cada momento trazendo dificuldades para manter a produtividade dos pomares. Porém, do ponto de vista comercial, o consumidor continua à procura de boas frutas, aceitando a introdução de novas variedades no varejo e esperamos que a rentabilidade do setor continue melhorando para enfrentar os desafios futuros”, comenta.

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Diante desses desafios, a ABCM formalizou uma parceria com o objetivo de promover a melhoria contínua na produção, beneficiamento e distribuição das frutas. O acordo firmado com a PariPassu, empresa especializada em soluções de rastreabilidade, qualidade e segurança do alimento, beneficiará associados e beneficiadores a partir de 2024.

“Temos desafios permanentes e que não têm ainda uma solução, mas devemos seguir adiante mantendo a gestão tanto da produção como beneficiamento e distribuição com foco na qualidade de produtos e serviços. O tema rastreabilidade e segurança do alimento são essenciais no gerenciamento dos negócios de nossos associados, com a expertise da PariPassu essa parceria trará para a associação conhecimento e um aprimoramento da gestão visando o mercado consumidor moderno e cumprimento da legislação. Quando realizamos ações que proporcionam mais transparência nos processos de produção e gestão, é um benefício imensurável tanto ao produtor quanto ao consumidor”, destaca Lucato.

Giampaolo Buso, diretor-executivo da PariPassu, destaca o papel de articulação que a empresa desenvolve entre os elos da indústria de alimentos frescos. “No cenário desafiador da cadeia produtiva de citros, a PariPassu assume uma posição bastante forte no desenvolvimento e promoção de soluções especializadas, como por exemplo, as tecnologias que auxiliam na rastreabilidade, nos controles de qualidade e na preparação para certificação e auditoria. Ou seja, disponibilizamos as soluções PariPassu, e fazemos a ponte com parceiros para a entrega de alternativas complementares. Neste sentido, temos a indústria de insumos, sementes, químicos e biológicos, buscando apoiar o produtor, respeitando as questões legais e de segurança do alimento”.

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Visão de futuro com qualidade

Lucato adianta que, por meio da parceria com a PariPassu, a associação criará uma rotina de análise de resíduos permanente e agregadora de conhecimento. “Pretendemos fazer da ABCM um exemplo de associação do setor de FLV. Levar um alimento seguro e de confiança é primordial para o consumidor de FLV, pois é o que ele procura hoje. Sabemos que a união de duas referências no mercado, sendo na produção e gestão dos processos trará ainda mais credibilidade e confiança no consumo de Citros”, finalizou.

Fonte: Dialetto

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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