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Exportações Brasileiras Batem Recorde e Superávit Comercial Atinge US$ 42,3 Bilhões até Junho

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As exportações brasileiras atingiram um marco histórico no primeiro semestre de 2024, alcançando US$ 167,6 bilhões, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) nesta quinta-feira (4/7). O superávit comercial brasileiro acumulado até junho atingiu US$ 42,3 bilhões.

Somente no mês de junho, as exportações totalizaram US$ 29 bilhões, com um desempenho notável do setor da Indústria Extrativa, que registrou um crescimento de 15,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar da leve queda de 1,9% nas exportações de junho na comparação com junho de 2023, o saldo comercial do mês foi positivo em US$ 6,7 bilhões, com importações alcançando US$ 22,3 bilhões. A corrente de comércio de junho apresentou um saldo de US$ 6,7 bilhões, representando um crescimento de 4,6% em relação ao ano anterior.

As importações brasileiras em junho totalizaram US$ 22,3 bilhões, marcando um aumento de 14,4% em relação ao mesmo mês de 2023. No acumulado do semestre, as importações somaram US$ 125,3 bilhões, refletindo um aumento de 3,9% em comparação ao primeiro semestre do ano passado.

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Desempenho Setorial e Projeções Futuras

No segmento setorial, a Indústria Extrativa liderou o crescimento com uma alta de 21,5% nas exportações no acumulado do semestre. Em contrapartida, a Agropecuária registrou uma redução de 8,4%, enquanto a indústria de transformação teve uma leve queda de 1,4%.

No cenário das importações em junho, a Agropecuária destacou-se com um crescimento de 50,7%, seguida pela Indústria de Transformação com aumento de 15,2%, enquanto a Indústria Extrativa apresentou uma diminuição de 4,6%.

Para o fechamento de 2024, as projeções indicam um novo recorde anual nas exportações brasileiras, estimadas em US$ 345,4 bilhões, representando um crescimento de 1,7% em relação a 2023. Em contrapartida, as importações devem aumentar 10,6%, totalizando US$ 266,2 bilhões. A corrente de comércio está projetada para atingir US$ 611,6 bilhões, um aumento de 5,4% em relação ao ano anterior.

O saldo comercial previsto é de US$ 79,2 bilhões, indicando uma redução de 20% em comparação ao ano anterior, conforme expectativas da Secretaria de Comércio Exterior.

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Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados de junho/2024

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Unesp desenvolve nova abordagem para nanoherbicidas mais eficientes e sustentáveis no controle de plantas daninhas

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Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) propuseram uma nova abordagem científica para o desenvolvimento de nanoherbicidas, com foco em maior eficiência agronômica e sustentabilidade ambiental. O estudo, conduzido no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável, sugere inverter a lógica tradicional de criação desses insumos, colocando as características das plantas daninhas no centro do processo.

A proposta foi publicada na revista científica Nature Reviews Methods Primers e representa um avanço relevante para o manejo de invasoras que impactam diretamente a produtividade agrícola no Brasil.

Plantas daninhas seguem como desafio no campo

Espécies como caruru, capim-azevém e capim-pé-de-galinha estão entre as principais ameaças às lavouras, podendo reduzir em cerca de 15% a produtividade de grãos, mesmo em áreas com manejo.

Esse cenário tem impulsionado a busca por soluções mais eficientes, como os nanoherbicidas — tecnologia que permite a liberação controlada e direcionada de ingredientes ativos, aumentando a absorção pelas plantas e reduzindo o volume aplicado.

Novo conceito melhora eficiência dos nanoherbicidas

Atualmente, o desenvolvimento de nanoherbicidas é baseado principalmente nas propriedades dos materiais utilizados. A nova proposta da Unesp, chamada de Plant-informed nanodesign (PIND), muda esse paradigma ao priorizar as características biológicas das plantas-alvo.

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Na prática, isso significa desenvolver nanopartículas específicas para cada espécie daninha, aumentando a eficácia do controle e reduzindo perdas.

Caracterização detalhada das plantas orienta tecnologia

Para viabilizar essa abordagem, os pesquisadores realizam análises aprofundadas das plantas invasoras, considerando fatores como:

  • Espessura e tamanho das folhas
  • Quantidade de estômatos
  • Espessura da cutícula
  • Presença de tricomas
  • Rugosidade da superfície foliar

Essas informações permitem projetar nanopartículas mais aderentes e eficientes na absorção dos herbicidas.

Tecnologia alia produtividade e sustentabilidade

As análises utilizam técnicas avançadas, como microscopia confocal e microscopia eletrônica de varredura, que permitem observar estruturas microscópicas com alta precisão.

O objetivo é desenvolver soluções que aumentem a eficiência do controle de plantas daninhas, reduzam o uso de insumos químicos e minimizem impactos ambientais — uma demanda crescente no agronegócio brasileiro.

Inovação fortalece agricultura de precisão

A nova metodologia reforça o papel da nanotecnologia na agricultura de precisão e na transição para sistemas produtivos mais sustentáveis. Ao alinhar ciência, inovação e eficiência no campo, a proposta da Unesp abre caminho para uma nova geração de defensivos agrícolas mais inteligentes e adaptados às condições reais das lavouras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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