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Clima seco no Brasil eleva contratos futuros do açúcar a máximas de 60 dias

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Os contratos futuros de açúcar bruto registraram forte alta na ICE Futures de Nova York nesta terça-feira (17), impulsionados pela persistência do clima seco no Brasil. O contrato de outubro/24 foi negociado a 19,98 centavos de dólar por libra-peso, um aumento de 80 pontos em relação ao dia anterior. Durante a sessão, o lote chegou a atingir 20,15 cts/lb, maior patamar desde julho deste ano.

Da mesma forma, o contrato de março/25 também encerrou o dia em alta, sendo negociado a 20,37 cts/lb, uma valorização de 78 pontos em comparação ao preço da véspera. Os demais contratos futuros apresentaram elevações entre 26 e 68 pontos.

O mercado foi influenciado pela notícia de que os recentes incêndios em áreas de cana-de-açúcar no Brasil afetaram aproximadamente 10% dos canaviais pertencentes ao grupo Tereos, um dos principais produtores de açúcar no país.

Em nota divulgada, o Citi reforçou sua perspectiva otimista para o mercado de açúcar, destacando que os preços atuais ainda não refletem completamente os riscos do clima seco persistente no Brasil, além de outras possíveis interrupções no fornecimento global, segundo informou a Reuters.

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Mercado em Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também apresentou ganhos em todos os contratos nesta terça-feira. O lote de dezembro/24 foi comercializado pelas usinas a US$ 535,70 por tonelada, uma valorização de US$ 12,70 em comparação ao preço anterior. Já o contrato de março/25 subiu US$ 14,60, sendo negociado a US$ 534,40 por tonelada. As demais negociações registraram altas entre US$ 8,40 e US$ 14,30.

Mercado doméstico

No mercado interno brasileiro, o cenário foi de queda nas cotações do açúcar cristal, conforme medido pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 141,68 nesta terça-feira, valor 0,51% menor do que o registrado na segunda-feira, quando o preço foi de R$ 142,40.

Etanol hidratado

O etanol hidratado seguiu em alta pelo segundo dia consecutivo, de acordo com o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado a R$ 2.507,50 por metro cúbico nesta terça-feira, uma valorização de 0,78% em relação ao preço de R$ 2.488,00 da véspera.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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