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Arroz do Rio Grande do Sul, o único com denominação de origem no Brasil, brilha no Connection Terroirs

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O Connection Terroirs do Brasil, que ocorrerá em Gramado, na Serra Gaúcha, de 28 a 31 de agosto, reunirá os principais produtos brasileiros com Denominação de Origem (D.O.), um tipo de Indicação Geográfica (I.G.) que certifica alimentos com características exclusivas vinculadas a sua origem geográfica.

Entre as iguarias que serão destacadas, como o filé da Região de Alagoas, o cacau de Rondônia, a cachaça de Salinas (MG) e o mel do Pantanal, um produto se sobressai: o arroz do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O Palmares Gold D.O.– Especial Gourmet é o único arroz brasileiro a contar com a certificação de Denominação de Origem. Este reconhecimento foi concedido após comprovar que o arroz possui características únicas, que não são encontradas em nenhum outro local.

Cultivado pelos produtores da Associação dos Produtores de Arroz do Litoral Norte Gaúcho (Aproarroz) e industrializado pela Cooperativa Arrozeira Palmares, o arroz gaúcho se destaca pela maior porcentagem de grãos inteiros, translucidez superior e cor branca intensa. “Essas características são resultado da influência dos ventos, da temperatura e da umidade predominantes na região. A proximidade com a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico garante um clima e temperaturas estáveis, ideais para o cultivo do arroz”, explica Virgilio Ruschel Braz, presidente da Aproarroz.

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Os visitantes de Gramado terão a oportunidade de degustar o arroz Palmares D.O. no Cozinha Show, uma das atrações da Arena Gastronômica do evento, onde chefs prepararão pratos especiais com o produto. O objetivo dos organizadores é fortalecer a conexão entre produtores e consumidores, um aspecto destacado pelo chef, agricultor e pesquisador Rodrigo Bellora. “Os chefs devem se conectar profundamente com os ingredientes e com as pessoas que os produzem. Recentemente, cozinhei com o Arroz Palmares durante meu projeto ‘Cozinha Na Natureza’ e a experiência foi reveladora. O arroz apresenta uma cocção uniforme, textura delicada e sabor rico, evidenciando a dedicação dos produtores e o terroir da região”, afirma Bellora.

Desafios e Perspectivas das Indicações Geográficas no Brasil

Embora o Brasil possua apenas 114 produtos certificados com Indicação Geográfica, a Itália, com uma área 28 vezes menor, conta com 892 produtos com selo de origem. Desde 2010, o arroz do Litoral Norte do RS é oficialmente reconhecido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) com o selo D.O. O presidente da Aproarroz ressalta a importância deste reconhecimento: “O reconhecimento da qualidade e dos diferenciais do arroz Palmares Gold é uma conquista significativa para toda a cadeia produtiva. O feedback positivo de chefs e consumidores reforça a distinção do nosso produto.”

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A 7ª edição do Connection Terroirs do Brasil reunirá cerca de 1.200 participantes e oferecerá 20 horas de conteúdo sobre o desenvolvimento econômico, turístico e comercial de produtos de origem nacional. Para receber os visitantes, a Cooperativa Arrozeira Palmares estará presente com um estande na Rua Coberta do evento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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