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Redução no volume de açúcar programado para embarques nos portos brasileiros

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Na semana encerrada em 21 de fevereiro, o total de navios aguardando para embarcar açúcar nos portos brasileiros reduziu de 76 para 63, conforme apontou um levantamento da agência marítima Williams Brasil. O carregamento programado também apresentou uma diminuição, passando de 2,958 milhões para 2,424 milhões de toneladas.

O Porto de Santos (SP) lidera as operações, programando o carregamento de 1,819 milhão de toneladas de açúcar. Na sequência, estão o Porto de Paranaguá, no Paraná, com 400.123 toneladas, Maceió, nas Alagoas, com 35 mil toneladas, São Sebastião, em São Paulo, com 111,7 mil toneladas, Recife, em Pernambuco, com 27.800 toneladas, e Suape, também em Pernambuco, com 30.500 toneladas.

A carga de açúcar destinada à exportação inclui as variedades VHP (2,286 milhões de toneladas), TBC (90.000 toneladas), Refinado A-45 (24 mil toneladas) e VHP em sacas (equivalente a 23.500 toneladas). O relatório da agência considera as embarcações já ancoradas, as que estão em largo esperando atracação e aquelas com previsão de chegada até o dia 17 de março.

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Exportação em Destaque

Em fevereiro, a receita diária média obtida com as exportações brasileiras de açúcar e outros melaços alcançou US$ 94,007 milhões, com 10 dias úteis computados, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume médio diário de exportações no mês está em 179,137 mil toneladas.

Até o momento, foram exportadas 1.791.372 toneladas de açúcar em fevereiro, gerando uma receita de US$ 940,075 milhões, a um preço médio de US$ 524,80 por tonelada. Comparado a fevereiro de 2023, observa-se um aumento expressivo de 222,5% no valor diário obtido com as exportações de açúcar em fevereiro de 2024.

Em termos de volume, a alta é de 181,2%, contrastando com as 63,709 mil toneladas diárias embarcadas em fevereiro de 2023. O preço médio também registrou aumento de 14,7%, comparado aos US$ 457,50 por tonelada verificados em fevereiro de 2023.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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