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Análise do Mercado de Frango em Julho de 2024 pelo Radar Agro

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O Radar Agro divulgou o relatório mensal de julho de 2024, elaborado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, destacando os recentes desenvolvimentos e atualizações no mercado de frango. O aumento dos custos de ração tem sido um desafio significativo para a rentabilidade da avicultura, com o spread da atividade entrando em terreno negativo devido ao não acompanhamento dos preços da ave.

Estabilidade nos Preços e Desafios de Custos

No mercado atacadista paulista, os preços da carne de frango mantiveram-se estáveis em junho, registrando R$ 7,10 por quilo, um valor 18% superior ao mesmo período do ano anterior. Esse equilíbrio na produção tem contribuído para evitar uma queda semelhante à observada no segundo trimestre de 2023. No entanto, nas granjas, houve uma leve queda nos preços da ave viva, enquanto os custos de produção continuam em alta, especialmente devido ao aumento no preço do farelo de soja e, no Rio Grande do Sul, do milho.

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Exportações e Desafios Internacionais

No que diz respeito às exportações, os primeiros seis meses do ano indicaram uma leve queda de 0,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Mesmo com essa queda, o volume total continua significativo, refletindo uma base de comparação elevada. A desvalorização cambial de 4,3% compensou parcialmente a redução nos preços de embarque, sustentando o spread das exportações.

Destaca-se a redução nas compras chinesas nos primeiros meses do ano, com uma diminuição de 31% e uma consequente aproximação dos Emirados Árabes Unidos para assumir a liderança como principal destino das exportações in natura.

Desafios Futuros e Perspectivas

Com margens cada vez menores na avicultura, a gestão do ritmo de produção torna-se crucial para evitar pressões adicionais sobre os preços da carne de frango. Apesar de não se esperar um aumento imediato nos custos, qualquer elevação nos preços dos grãos poderá deteriorar ainda mais as margens já apertadas.

No contexto internacional, a restrição de exportações da Turquia devido à inflação elevada pode eventualmente ajudar a estabilizar os preços de embarque. Além disso, o Brasil, sem casos de gripe aviária em seu sistema de produção comercial e com preços competitivos, continua a ser um exportador forte, adaptando-se bem à redução das compras chinesas.

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A melhoria nos preços domésticos da carne de frango e na margem da atividade dependerá significativamente da moderação nos alojamentos de pintinhos e de condições favoráveis nos mercados internacionais.

Este relatório destaca um cenário desafiador para a avicultura, com oportunidades e obstáculos que moldarão o futuro próximo do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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