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Ministério da Saúde e Fiocruz investem em laboratório no Ceará para terapia contra o câncer

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta terça-feira (29), no Palácio da Abolição, em Fortaleza (CE), da assinatura do Memorando de Entendimento para a criação do segundo laboratório modular destinado ao desenvolvimento da terapia celular CAR-T no Brasil. A iniciativa reúne Fiocruz, Secretaria de Saúde do Ceará (SES-CE), Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (HU Brasil) e Universidade Federal do Ceará (UFC) e integra a estratégia do Ministério da Saúde para ampliar o acesso a terapias avançadas contra o câncer no Sistema Único de Saúde (SUS).

O novo centro será implantado no Ceará a partir de um modelo descentralizado de produção que permite instalar laboratórios modulares próximos aos centros onde os pacientes são atendidos. A proposta é reduzir custos logísticos, diminuir o tempo entre a coleta e a reinfusão das células e criar uma estrutura que possa ser replicada em diferentes regiões do país. A primeira unidade foi instalada em maio deste ano, no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

“O Brasil cresceu 30% em sua participação mundial em pesquisa clínica em 2025: saímos da 18ª para a 12ª posição. E vamos chegar entre os dez primeiros nos próximos anos, apostando na ciência. Um país como esse não pode abrir mão de participar, com toda a sua força e suas características, do desenvolvimento de terapias avançadas. Até porque essa participação é uma grande possibilidade de produzir acesso. Inovação sem acesso nem deveria se chamar inovação. Inovação sem acesso é injustiça, porque aumenta as disparidades entre quem tem acesso e quem não tem”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

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A expansão para o Ceará está prevista no Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Fiocruz e o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa para Ampliação e Modernização de Infraestrutura do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (PDCEIS). A estratégia prevê a descentralização da oferta, a internalização de etapas produtivas e a realização de estudos clínicos no Brasil, em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Com a nova unidade, o Ceará poderá se consolidar como polo de desenvolvimento da terapia para atendimento de pacientes do Nordeste.

Além do ministro Padilha, participaram da solenidade o presidente da Fiocruz, Mario Moreira; a secretária estadual de Saúde do Ceará, Tânia Mara Silva Coelho; a coordenadora da Fiocruz Ceará, Carla Celedonio; o presidente da HU Brasil, Arthur Chioro; o vice-presidente da HU Brasil, Daniel Gomes Beltrammi; e o reitor da UFC, Custódio Almeida.

Tecnologia nacional

A terapia CAR-T utiliza linfócitos T, células de defesa do próprio paciente, que são coletados e modificados geneticamente em laboratório para receber um receptor capaz de reconhecer células cancerígenas. Depois de multiplicadas, as células modificadas são reintroduzidas no paciente, onde passam a identificar e atacar o tumor. A tecnologia poderá beneficiar inicialmente pessoas com leucemias e linfomas.

Nos centros que serão estruturados pela Fiocruz, será desenvolvida a tecnologia duoCAR-T triespecífica, que utiliza células capazes de reconhecer simultaneamente três diferentes antígenos associados ao câncer, ampliando os alvos que podem ser identificados pelo sistema imune.

A produção nacional também contempla o desenvolvimento do vetor lentiviral utilizado na modificação genética das células. A produção será realizada na planta de vetores virais de Bio-Manguinhos/Fiocruz, estrutura que foi utilizada no desenvolvimento da vacina contra a Covid-19. A infraestrutura e a capacidade tecnológica construídas ao longo da política de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) passam, assim, a apoiar também o desenvolvimento de terapias celulares avançadas.

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A estratégia busca reduzir a dependência de produtos importados e os custos associados à terapia, ampliando a possibilidade de acesso pelo SUS. Nos Estados Unidos, uma dose comercial de CAR-T pode custar entre US$ 350 mil e US$ 400 mil. No Brasil, o desenvolvimento nacional pretende criar capacidade tecnológica e produtiva para que terapias avançadas possam ser incorporadas ao sistema público.

Santa Casa de Sobral

Ainda no Ceará, o ministro Alexandre Padilha visitou a Santa Casa de Misericórdia de Sobral, instituição sem fins lucrativos e com atendimento 100% pelo SUS. A unidade conta com 433 leitos, sendo 55 de UTI, contemplando neonatal, pediátrica e adulto. A estrutura inclui ainda leitos clínicos, cirúrgicos e obstétricos, além de hospital-dia.

A unidade de saúde está inserida em um território que reúne 55 municípios e uma população estimada em 1,7 milhão de habitantes. Entre janeiro e julho de 2026, a Santa Casa registrou 10.107 internações e 223.683 procedimentos ambulatoriais pelo SUS. Em setembro, a instituição passou a integrar a estratégia Agora Tem Especialistas, com previsão de 448 cirurgias para pacientes do SUS no Ceará.

Na atenção materno-infantil, a instituição possui habilitações da Rede Alyne, programa voltado ao cuidado integral e humanizado da gestante, da mulher no pós-parto e da criança. Em 2025, foram registrados 2.815 partos na unidade, consolidando sua atuação no cuidado às gestantes, puérperas e recém-nascidos da região.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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População conta com atendimento materno-infantil e oncológico de referência pelo SUS em Mossoró (RN)

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou, nesta terça-feira (29), serviços de saúde no Rio Grande do Norte, em agenda voltada à atenção materno-infantil e ao tratamento do câncer.  Padilha esteve no Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró (RN), unidade de referência materno-infantil para as regiões Oeste, Alto Oeste e Vale do Açu, que abrangem cerca de 63 municípios.

O ministro também visitou a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer, unidade filantrópica de referência em oncologia e radioterapia no Oeste potiguar. Ainda no estado, Padilha participou do lançamento do projeto estadual Bem-te-vi: Asas e Cores da Gestação, voltado à redução da mortalidade materna e infantil. O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias, acompanhou a agenda.

“Estamos falando de dois serviços que são referência para a região e para o SUS. O Hospital da Mulher mostra o tipo de estrutura que queremos para garantir qualidade e segurança no cuidado às gestantes e aos bebês. O projeto Bem-te-vi ajuda justamente nesse trabalho de orientar e acompanhar as gestantes. E, na Liga Mossoroense, uma estrutura mais moderna de radioterapia permite tratar mais pacientes por ano e reduzir a espera pelo tratamento do câncer. É esse cuidado especializado que precisa estar cada vez mais perto das pessoas”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Atendimento materno-infantil para 63 municípios

O Hospital da Mulher Parteira Maria Correia conta com 134 leitos, dos quais 100 são destinados ao SUS. A estrutura obstétrica da unidade inclui seis suítes de Pré-Parto, Parto e Pós-Parto (PPP) para parto normal, sala de parto de alto risco, sala para cesárea, 12 leitos de alojamento conjunto, 12 para gestação de alto risco e 10 leitos neonatais, sendo cinco de UTI neonatal e cinco de cuidados intermediários. O hospital recebeu investimentos de R$ 134 milhões, sendo R$ 89,5 milhões para obra e R$ 45 milhões para a aquisição dos equipamentos.

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Tratamento oncológico no Oeste potiguar

Referência em oncologia e radioterapia no Oeste potiguar, a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer possui 104 leitos, sendo 81 destinados ao SUS. A unidade atende pacientes com câncer em diferentes etapas do cuidado especializado, incluindo diagnóstico e tratamento oncológico.

Na área de radioterapia, o hospital conta com acelerador linear adquirido no âmbito do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS, que recebeu investimento federal de R$ 7,2 milhões, considerando a aquisição e a atualização do equipamento. Outros R$ 7,1 milhões foram destinados à aquisição de um tomógrafo simulador e de uma ressonância magnética. A Liga Mossoroense conta ainda com crédito financeiro de R$ 2 milhões do programa Agora Tem Especialistas.

Prevenção da mortalidade materna e infantil

Padilha acompanhou o lançamento do projeto estadual Bem-te-vi: Asas e Cores da Gestação, voltado à redução da mortalidade materna e infantil. A iniciativa conta com um curso estruturado em 12 módulos, com orientações para mulheres e famílias durante a gestação, o parto e o puerpério. Entre os conteúdos estão educação materna, preparação e planejamento do parto, cuidados no pós-parto, estratégias para redução de óbitos e acolhimento multiprofissional.

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O projeto foi desenvolvido em parceria conjunta entre a Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), o Hospital da mulher Parteira Maria Correia, e a equipe da Residência Multiprofissional em Atenção Básica em Saúde da Família e Comunidade.

Cuidados com a saúde da mulher

Durante a agenda, o ministro destacou ações do SUS voltadas ao cuidado das mulheres antes, durante e depois da gestação. Entre elas está a oferta do implante contraceptivo Implanon, incorporado ao SUS e disponibilizado como opção de contracepção de longa duração, inclusive para adolescentes e mulheres em idade fértil. Já foram distribuídas 1,5 milhão de unidades em todo o país, e outras 1,8 milhão estão previstas para 2026. Na rede privada, o implante custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.

Padilha também ressaltou o reforço do cuidado durante a gestação, com ações voltadas à qualificação do pré-natal e à prevenção de complicações para gestantes e bebês. Entre as iniciativas está a vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) durante a gestação, que contribui para proteger os bebês contra formas graves de doenças respiratórias nos primeiros meses de vida. 

Alessandra Galvão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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