AGRONEGÓCIO

China confirma acordo com os EUA e defende cumprimento do consenso firmado entre os dois países

Publicado em

A China confirmou nesta quinta-feira (12) a existência de um novo acordo comercial com os Estados Unidos, após conversa telefônica entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump. Pequim afirmou que sempre manteve sua palavra e defendeu que ambas as partes respeitem o consenso alcançado.

China confirma novo acordo comercial com os EUA

O governo chinês confirmou o acordo comercial anunciado recentemente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (12), em coletiva de imprensa do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian. Segundo ele, “a China sempre manteve sua palavra e apresentou resultados” e, agora que um consenso foi alcançado, “os dois lados devem cumpri-lo”.

O novo entendimento surge como uma trégua na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, após um telefonema entre Trump e o presidente Xi Jinping na semana passada. A conversa rompeu o impasse que se formou após o fracasso do acordo preliminar firmado em Genebra.

Conversas avançam após impasse anterior

Após o telefonema entre os dois líderes, novas conversas ocorreram em Londres, o que, segundo Washington, reforçou o acordo de Genebra com o objetivo de aliviar as tarifas comerciais impostas por ambos os lados. No entanto, o primeiro acordo não prosperou devido às restrições da China à exportação de minerais — ação que motivou os Estados Unidos a aplicarem novos controles de exportação, bloqueando o envio de tecnologias como software para design de semicondutores e motores de aviação.

Leia Também:  Safras de inverno da União Europeia apresentam perspectivas positivas, mas falta de chuvas no leste ameaça o rendimento
Trump celebra entendimento, mas detalhes ainda são incertos

Em publicação na rede Truth Social, Donald Trump afirmou estar satisfeito com o resultado das negociações:

“Nosso acordo com a China está concluído, sujeito à aprovação final do presidente Xi e minha.”

Ele destacou que a China irá fornecer antecipadamente ímãs completos e terras raras, enquanto os EUA garantirão o fornecimento do que foi acordado, incluindo a continuidade da presença de estudantes chineses em instituições de ensino americanas. Segundo o ex-presidente, os EUA receberão um total de 55% de tarifas, enquanto a China ficará com 10%.

Composição das tarifas ainda causa dúvidas

Fontes da Casa Branca explicaram que o percentual de 55% mencionado por Trump corresponde a três tarifas somadas:

  • Uma tarifa “recíproca” de 10% sobre produtos de quase todos os parceiros comerciais;
  • Uma tarifa de 20% sobre todas as importações chinesas, justificada por acusações de que a China não combate o tráfico de fentanil;
  • Tarifas pré-existentes de 25% aplicadas durante o primeiro mandato de Trump.
Leia Também:  TRF1 mantém multa de R$ 4,5 milhões por desmatamento ilegal na Amazônia em área da Raposa Serra do Sol
Exportações de terras raras seguem sob controle rigoroso

O Ministério do Comércio da China declarou que continuará intensificando os processos de avaliação e aprovação para a exportação de terras raras. Entretanto, não informou o número de licenças que serão concedidas nesta semana.

O porta-voz do ministério, He Yadong, reforçou o compromisso chinês em manter o diálogo com os países relevantes e promover a facilitação do comércio dentro das normas:

“A China está disposta a melhorar ainda mais a comunicação e o diálogo sobre o controle de exportação.”

Implementação do acordo segue indefinida

Apesar do anúncio do novo entendimento, ainda não foram divulgados os detalhes específicos de como o acordo será implementado, tampouco os prazos e mecanismos de monitoramento. A expectativa é de que novas rodadas de negociação e esclarecimentos ocorram nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

Published

on

A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

Leia Também:  TRF1 mantém multa de R$ 4,5 milhões por desmatamento ilegal na Amazônia em área da Raposa Serra do Sol

No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

Leia Também:  Goiás lidera produção nacional de girassol com ações estratégicas da Agrodefesa

O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA