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Safras de inverno da União Europeia apresentam perspectivas positivas, mas falta de chuvas no leste ameaça o rendimento

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As safras de inverno na União Europeia iniciaram 2025 com perspectivas favoráveis, embora o serviço de monitoramento de safras MARS tenha alertado que a falta de chuvas nas regiões do leste pode comprometer o atual potencial de rendimento, que se mostra superior ao do ano passado e à média dos últimos cinco anos. De acordo com as primeiras projeções do MARS, o rendimento do trigo soft na União Europeia em 2025 deverá atingir 6,00 toneladas métricas por hectare, o que representa um aumento de 8% em relação a 2024 e de 4% em comparação com a média histórica de cinco anos.

Para a canola, a previsão de rendimento é de 3,20 toneladas por hectare, o que implica um crescimento de 9% em relação ao ano anterior e um ligeiro avanço de 1% sobre a média dos últimos cinco anos. Já a cevada de inverno deverá registrar um aumento de 6% no rendimento, alcançando 5,15 toneladas por hectare, enquanto o trigo duro deverá apresentar uma alta de 4%, com 3,70 toneladas por hectare.

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Apesar das condições promissoras na maior parte da União Europeia, o MARS destacou que ainda existem algumas áreas afetadas por condições climáticas adversas, embora em menor proporção em comparação com o ano passado. Em 2024, chuvas intensas na Europa Ocidental danificaram os campos, resultando na menor safra de trigo da França desde a década de 1980. Este ano, algumas regiões do norte da França enfrentaram condições encharcadas durante o inverno, embora o clima mais seco no início de março tenha proporcionado alívio.

Por outro lado, a seca no leste europeu tem prejudicado as colheitas, especialmente na Romênia e na Bulgária. O trigo soft é o cereal mais cultivado na União Europeia, enquanto a canola representa a principal cultura oleaginosa da região.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño

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O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.

Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.

Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.

Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.

Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.

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Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.

“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Oferta restrita sustenta preços do café robusta

O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.

Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.

El Niño amplia preocupações para próximas safras

Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.

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As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.

“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.

Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.

“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.

Mercado segue atento à oferta global de café

Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.

A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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