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Câmara Árabe promove missão comercial à Jordânia para ampliar negócios entre Brasil e país árabe

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A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira está organizando uma missão empresarial à Jordânia, aberta a empresas brasileiras de todos os setores, com o objetivo de fortalecer o intercâmbio comercial entre os dois países. A iniciativa conta com o apoio dos governos jordaniano, brasileiro e do setor privado da Jordânia.

Missão acontece entre 30 de maio e 3 de junho

A comitiva chegará à capital jordaniana, Amã, no dia 30 de maio, permanecendo até 3 de junho. Durante esse período, os participantes terão a oportunidade de participar de rodadas de negócios com potenciais parceiros da Jordânia, do Iraque e da Síria. Além disso, estão previstas visitas técnicas a instalações de comércio exterior e participação em eventos informativos.

Objetivo: ampliar trocas comerciais

Segundo Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, o principal objetivo da missão é ampliar as relações comerciais entre Brasil e Jordânia. A iniciativa visa criar oportunidades para que empresários dos dois países estabeleçam contatos diretos e iniciem negociações.

História e sucesso das missões comerciais

Desde sua fundação, em 1952, a Câmara tem atuado como elo entre empresas brasileiras e árabes, frequentemente organizando missões internacionais que geram negócios significativos ou fomentam futuras parcerias comerciais.

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Participação das empresas brasileiras

Até o momento, cerca de 20 empresas estão inscritas para a missão, majoritariamente do setor de alimentos e bebidas — segmento líder nas exportações brasileiras para a Jordânia. Entre as participantes, há tanto empresas que já realizam exportações regulares para o país quanto organizações que buscam sua primeira operação comercial.

Atratividade da Jordânia para investimentos

A Jordânia tem investido em políticas para atrair empresas internacionais, oferecendo zonas de processamento para exportação ligadas aos seus portos no Mar Vermelho e isenções tarifárias concedidas por acordos de livre comércio que abrangem milhões de consumidores em potencial.

Comércio bilateral em crescimento

Em 2024, as exportações brasileiras para a Jordânia cresceram 34%, totalizando US$ 540,32 milhões. Os principais produtos vendidos foram açúcar, carne de frango, minério de ferro, carne bovina, soja e gado em pé. Em contrapartida, as exportações jordanianas para o Brasil somaram US$ 110,37 milhões, com destaque para petróleo, fertilizantes, polímeros, embarcações e enxofre.

Apoio institucional

A missão conta com o suporte da Embaixada do Brasil na Jordânia, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Invest SP, da Câmara de Comércio Jordaniana e da Comissão de Investimentos Jordaniana.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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