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Café do Cerrado Mineiro ganha irrigação inteligente em parceria entre xFarm e Consórcio Cerrado das Águas

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O Cerrado Mineiro, conhecido pela produção de Coffea arabica L. de alta qualidade, passa a contar com uma nova etapa de agricultura inteligente. A xFarm Technologies, empresa suíça especializada em digitalização agrícola, oficializou sua parceria com o Consórcio Cerrado das Águas (CCA) para apoiar 20 cafeicultores locais na gestão eficiente da irrigação.

O objetivo do projeto é promover economia de água, resiliência hídrica e sustentabilidade, permitindo que os produtores se adaptem melhor às mudanças climáticas.

Tecnologia digital garante até 30% de economia de água

A parceria se consolida após dois anos de projetos-piloto, realizados com subsídios da Fundação Giuseppe e Pericle Lavazza, que também apoia esta nova fase. Durante os testes, produtores do Programa de Investimento no Produtor Consciente (PIPC) conseguiram reduzir em até 30% o consumo de água nas lavouras.

Segundo Marcelo Urtado, presidente do CCA, “com sistemas de irrigação mais eficientes, o uso de água é otimizado, ampliando ganhos sociais, ambientais e agronômicos. A união entre conhecimento e inovação fortalece a segurança hídrica da região”.

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Monitoramento climático e irrigação digital sem sensores físicos

Na fase inicial do projeto, foram instaladas estações meteorológicas nas propriedades participantes, criando uma rede de monitoramento climático no Cerrado Mineiro.

O novo módulo de irrigação da xFarm utiliza dados de satélite, dispensando sensores físicos e tornando a solução escalável e acessível para outros cafeicultores. Atualmente, 15 produtores do PIPC, que juntos cultivam 334,8 hectares, participam do projeto com base em um modelo preditivo desenvolvido para a irrigação de Coffea arabica L.

Tecnologia como aliada da sustentabilidade

Para Giacomo Luddeni, Head of Sales Execution da xFarm Technologies, a iniciativa mostra que a digitalização da agricultura é fundamental para a sustentabilidade. “O projeto confirma que tecnologias avançadas tornam a agricultura mais eficiente, econômica e ambientalmente sustentável, transformando o setor em agente de combate às mudanças climáticas”, afirma.

Com essa parceria, o CCA fortalece sua missão de construir paisagens produtivas sustentáveis e corredores de agricultura inteligente, mantendo a reputação do Cerrado Mineiro como uma das principais regiões produtoras de café com Denominação de Origem protegida.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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