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Emater-MG lança nova edição de catálogo com experiências turísticas no meio rural

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A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) lançou uma nova edição do Ruralidade Viva – Catálogo de Produtos e Experiências Turísticas da Agricultura Familiar e Produtores Rurais. Disponível no site da instituição, a publicação reúne informações detalhadas sobre 137 propriedades que promovem o turismo rural, oferecendo roteiros diferenciados e degustações de produtos típicos, como queijos artesanais, doces, cafés e cachaças.

Segundo o secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira, a busca por experiências autênticas e ligadas às tradições tem crescido significativamente. “As pessoas querem viajar para destinos que as conectem com a cultura local e a natureza. A iniciativa da Emater-MG ao inovar com o Ruralidade Viva responde a essa tendência contemporânea e fortalece o turismo no estado”, afirmou.

Turismo rural como alternativa de renda

O diretor-presidente da Emater-MG, Otávio Maia, destacou o potencial econômico do turismo rural para os produtores atendidos pela instituição. “Trabalhamos essa modalidade como uma fonte complementar de renda. É gratificante ver o avanço do setor e oferecer aos visitantes a oportunidade de conhecer melhor a vida no campo”, avaliou.

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O projeto Ruralidade Viva conta com o apoio das secretarias estaduais e municipais de Turismo, Cultura e Agricultura, além da participação de circuitos turísticos e agências de viagem. Para o secretário de Estado de Agricultura de Minas Gerais, Thales Fernandes, a iniciativa valoriza a agricultura familiar e a gastronomia mineira. “Essa é uma excelente oportunidade para os produtores diversificarem sua renda e apresentarem ao público o que há de melhor no meio rural”, destacou.

Novas experiências e expansão do catálogo

A nova edição do catálogo ampliou significativamente o número de propriedades participantes, passando de 46 na versão de 2023 para 137 em 2024. Além de informações detalhadas sobre cada local, a publicação traz fotos, contatos dos produtores e um breve relato sobre as experiências oferecidas.

“Os visitantes encontrarão pousadas, cachoeiras, fazendas com criação de animais e agroindústrias tradicionais de Minas Gerais. Todas as visitas precisam ser agendadas, pois os produtores mantêm uma rotina diária de trabalho no campo e precisam se organizar para receber o público”, explicou Thatiana Cardoso, representante da Emater-MG.

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A proposta da instituição é atualizar anualmente o catálogo, ampliando o número de propriedades participantes. O evento de lançamento contou com a presença de produtores que oferecem experiências como a produção de queijos artesanais e a apicultura com abelhas sem ferrão, proporcionando vivências únicas para os turistas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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