AGRONEGÓCIO

Produtividade do tomate cresce mais de 10% com biotecnologias inovadoras

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O Brasil, grande produtor e consumidor de tomate, enfrenta diversos desafios no cultivo dessa fruta, que é produzida durante o ano todo em todo o território nacional. Estresses bióticos e abióticos, como doenças de raiz e a ação dos nematoides, afetam o desenvolvimento das plantas e podem comprometer a produtividade e a rentabilidade dos agricultores.

Manejo integrado é essencial para o sucesso da cultura

Para superar esses obstáculos, o manejo integrado tem se consolidado como a estratégia mais eficiente. Marcos Revoredo, engenheiro agrônomo e gerente de desenvolvimento de mercado da Alltech Crop Science, destaca que a combinação de diferentes técnicas garante a saúde das plantas, a qualidade dos frutos e o aumento da produtividade. Além disso, práticas sustentáveis e científicas vêm ganhando cada vez mais espaço entre produtores e consumidores.

Proteção radicular contra nematoides

Um dos principais focos do manejo é a proteção das raízes contra fitonematoides, parasitas que prejudicam ou até matam as plantas. Para isso, são recomendados cuidados como escolha adequada do local de plantio, rotação de culturas, uso de variedades tolerantes e incremento da matéria orgânica no solo. Além disso, produtos biológicos, como o bionematicida Reli3ver — desenvolvido pela Alltech Crop Science a partir da bactéria Bacillus subtilis —, têm se destacado por sua eficácia e baixo impacto ambiental. Pesquisas em Tibagi e Imbituva (PR) mostraram que o Reli3ver reduziu em 47,6% a população de nematoides nas raízes e aumentou a produtividade do tomate híbrido saladete em 10,2% em relação ao controle.

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Plantas mais fortes e maior produtividade

Além das raízes, a saúde da parte aérea da planta é fundamental para o desenvolvimento completo do tomateiro, desde a floração até a maturação dos frutos. Para fortalecer essa fase, o Agro-Mos, produto natural que combina nutrientes, aminoácidos e metabólitos microbianos de fermentação, estimula o sistema de defesa das plantas, tornando-as mais resistentes a estresses. Um estudo da Universidade Federal de Goiás (UFG) demonstrou que plantas tratadas com Agro-Mos apresentaram 48% mais saúde, resultando em um aumento da produtividade de 83,1 para 89,5 toneladas por hectare.

Destaque na Hortitec 2024

As biotecnologias que auxiliam os produtores de tomate e hortifrútis serão destaque na participação da Alltech na Hortitec, maior evento do setor na América Latina, que ocorre entre 25 e 27 de junho, em Holambra (SP). Segundo Marcos Revoredo, a feira reúne produtores, pesquisadores e consultores em busca de novidades e tendências de mercado. Os especialistas da Alltech Crop Science estarão disponíveis para oferecer orientações técnicas e compartilhar informações sobre soluções biológicas e práticas sustentáveis que aumentam a produtividade e a rentabilidade dos produtores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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