AGRONEGÓCIO

Brasil é Destaque Global em Sustentabilidade Agrícola com o Uso de Biossoluções, Afirma Diretor da UPL

Publicado em

No contexto de crescentes desafios climáticos, produtividade e segurança alimentar, o Brasil se destaca globalmente pelo uso de biossoluções no setor agrícola. Essas tecnologias, que trazem benefícios significativos para o solo e as plantas, ganham importância cada vez maior, especialmente em um cenário de mudanças climáticas intensificadas. A relevância do tema foi destacada por Ezio Costa, diretor global da Natural Plant Protection (NPP) da UPL Ltd., durante sua participação no 4º Fórum Planeta Campo, realizado em São Paulo no dia 30 de outubro.

Costa enfatizou que o Brasil lidera a adoção de biossoluções em sua agricultura. “O Brasil é o país que mais adota biossoluções e é um líder mundial em sustentabilidade agrícola. Pesquisas internacionais mostram que os produtores brasileiros estão bem à frente de outros países, utilizando essas soluções biológicas de forma efetiva nas principais culturas. Esse processo continua a avançar a cada safra”, afirmou o executivo. De acordo com dados da McKinsey & Company, apresentados por Costa, o uso de biossoluções no Brasil aumentou de 52% em 2022 para 64% em 2024, enquanto nos Estados Unidos o índice é de 24% e na União Europeia, de 33%.

Leia Também:  A Relevância do Seguro Rural Diante das Queimadas no Brasil

No painel da UPL, com o tema “Os Bios como Solução para os Desafios Globais da Agricultura”, Costa detalhou os principais benefícios das biossoluções, como o menor impacto ambiental, a melhoria da saúde do solo e o aumento da produtividade das culturas. “Não existe uma fórmula mágica para a agricultura. Cada cultura possui suas necessidades específicas. Por isso, a NPP trabalha para ajudar os agricultores a produzir mais, sempre com respeito ao futuro do planeta”, explicou.

A apresentação também destacou a importância das biossoluções na mitigação dos efeitos das emissões de carbono e nas mudanças climáticas, promovendo uma agricultura mais resiliente e sustentável. “A UPL, por meio da NPP, é pioneira no desenvolvimento e implementação dessas tecnologias, colaborando com os produtores para enfrentar os desafios globais da agricultura. O Brasil, como líder nesse campo, serve de exemplo para o mundo, mostrando que é possível combinar inovação e sustentabilidade no agronegócio”, completou Costa.

Parcerias e Compromissos com a Sustentabilidade

Durante o Fórum Planeta Campo, a UPL firmou uma parceria com o Canal Rural e a AgRoss para a criação do programa “Ganhando o Futuro”, que visa levar informações sobre biossoluções a pequenos agricultores, incentivando o uso dessas tecnologias inovadoras. Além disso, Rogério Castro, CEO da UPL no Brasil, anunciou um compromisso da empresa de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 40% até 2026, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e a inovação no setor agrícola.

Leia Também:  Vacinação contra poliomielite deve ser reforçada no Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de grãos ganham ritmo em 2026, com recorde na soja e avanço logístico global

Published

on

O comércio exterior brasileiro de grãos iniciou 2026 com forte desempenho nas exportações de soja e sinais mistos para o milho, segundo o Informativo Mensal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O relatório também destaca recordes de embarques, desafios logísticos globais e avanços na agenda de descarbonização do transporte marítimo.

Soja lidera exportações com recorde mensal em 2026

A soja manteve protagonismo no agronegócio brasileiro. Em abril de 2026, o país registrou embarque recorde de 16,1 milhões de toneladas, reforçando a posição do Brasil como principal exportador global da oleaginosa.

No acumulado do primeiro quadrimestre, as exportações somaram 43,2 milhões de toneladas, acima das 40,1 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025. Para maio, o line-up aponta embarques de aproximadamente 14,1 milhões de toneladas.

A colheita da safra 2025/26 avançou até 94,7% da área, levemente abaixo do ritmo do ano anterior (97,7%), com conclusão já registrada em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Segundo a ANEC, o desempenho reforça a projeção de exportações totais próximas de 110 milhões de toneladas em 2026, consolidando o Brasil como referência global no fornecimento da oleaginosa.

Leia Também:  Mapa encontra adulteração em mel. Brasil exportou 6,3 milhões de toneladas no primeiro trimestre
Milho tem ritmo sazonal mais lento, mas mantém projeção elevada de produção

No mercado de milho, o escoamento seguiu o padrão sazonal mais lento em abril, com embarques de 268 mil toneladas, enquanto o line-up de maio indica cerca de 188 mil toneladas.

Apesar do ritmo moderado nas exportações recentes, a produção da segunda safra segue robusta. A CONAB estima produção total de 139,6 milhões de toneladas, em área de 22,5 milhões de hectares, ligeiramente abaixo do ciclo anterior (141,2 milhões de toneladas), refletindo expectativa de produtividade menor após uma safra anterior excepcional.

Geopolítica no Oriente Médio pressiona custos logísticos globais

O relatório da ANEC também chama atenção para o impacto das tensões no Estreito de Ormuz sobre o comércio internacional. As restrições operacionais na região aumentam a incerteza no transporte marítimo global.

Entre os principais efeitos estão:

  • Alta expressiva nos fretes marítimos
  • Aumento dos prêmios de seguro
  • Elevação do custo da tonelada exportada
  • Impactos indiretos em rotas fora da região do estreito

O cenário reforça a volatilidade do comércio global e pressiona margens do setor exportador brasileiro.

Leia Também:  Câmara de Comércio Índia Brasil estreita relações comerciais com Mato Grosso
Etanol de milho ganha espaço no transporte marítimo e avança na agenda verde

Um dos destaques do relatório é o reconhecimento do etanol de milho como biocombustível compatível com o transporte marítimo, com metodologia de intensidade de carbono aprovada pela Organização Marítima Internacional (IMO).

A medida integra esforços globais de descarbonização de um setor responsável por cerca de 2% a 3% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Segundo a ANEC, o avanço abre novas oportunidades para o Brasil no mercado internacional de energia, ampliando o papel do milho não apenas como commodity alimentar, mas também como vetor estratégico da transição energética global.

Exportações seguem fortes e consolidam papel do Brasil no agronegócio global

O balanço da ANEC reforça o desempenho consistente do Brasil no comércio internacional de grãos, especialmente da soja, e evidencia a crescente importância da logística e da geopolítica no desempenho do setor.

Ao mesmo tempo, o avanço de biocombustíveis e a ampliação da demanda global mantêm o país em posição estratégica na segurança alimentar e energética mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA