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A Relevância do Seguro Rural Diante das Queimadas no Brasil

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As queimadas que vêm afetando várias regiões do Brasil ressaltam a importância do seguro rural como uma ferramenta indispensável para proteger os produtores. Conforme destaca a advogada Izabela Rücker Curi, nos próximos dias, espera-se um aumento no número de acionamentos desse tipo de seguro, segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). O seguro rural é fundamental para mitigar os riscos associados à atividade agrícola, que se intensificam devido às variações climáticas cada vez mais frequentes.

A contratação do seguro rural possibilita a redução de perdas, assegura a sustentabilidade das operações, mantém a estabilidade financeira dos produtores, facilita o acesso ao crédito – visto que muitas instituições bancárias exigem essa cobertura para liberar financiamentos agrícolas – e contribui para a segurança alimentar. Além disso, o seguro funciona como incentivo à modernização do campo, viabilizando investimentos em práticas mais eficientes e novas tecnologias.

Há diversas modalidades de seguros rurais disponíveis, cada uma adaptada às necessidades específicas dos produtores. Um dos mais utilizados é o seguro agrícola, que protege a lavoura, cobrindo tanto os custos de produção quanto a produtividade.

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O seguro pecuário oferece cobertura para a morte de diferentes tipos de rebanho, como bovino, suíno, ovino e caprino. O seguro florestal, por sua vez, é crucial para quem atua no setor de silvicultura e reflorestamento. No caso de criação de peixes, camarões e outros organismos aquáticos, existe o seguro de aquicultura.

Também há proteção para danos às instalações e estruturas de propriedades rurais, equipamentos agrícolas, maquinários e estoques de produtos agropecuários, com a contratação do seguro de benfeitorias e produtos agropecuários. O seguro de penhor rural, por sua vez, é voltado para proteger bens que foram oferecidos como garantia de crédito rural. Outro tipo, o seguro de receitas, cobre a variação de preços ou receitas obtidas pelas atividades agrícolas, sendo menos comum, mas igualmente relevante.

Além disso, há a opção do seguro de vida para o próprio produtor rural, que oferece cobertura em casos de morte ou invalidez, garantindo maior segurança financeira para os familiares e sucessores. Dependendo da apólice, essa modalidade pode incluir assistência para a continuidade das atividades agrícolas em caso de sinistro.

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Assim, ao contratar um seguro rural, o primeiro passo é realizar uma análise detalhada das principais necessidades da atividade desempenhada. Para isso, é essencial consultar um corretor especializado. A escolha de uma instituição confiável, seja uma seguradora privada ou uma cooperativa, credenciada pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), é igualmente importante para garantir a tranquilidade do produtor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expointer movimenta R$ 6,2 bilhões e máquinas puxam avanço de 40%

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A 49ª Expointer encerrou sua programação com R$ 6,18 bilhões em negócios, crescimento de 39,8% sobre a edição de 2025. O resultado superou as expectativas iniciais e mostrou disposição dos produtores para voltar a investir em máquinas, tecnologia, animais e modernização das propriedades.

O setor de máquinas e implementos agrícolas liderou as negociações, com R$ 5,46 bilhões, alta de 44,83% em um ano. O segmento respondeu por aproximadamente 88% de todo o volume financeiro movimentado durante os nove dias de feira no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O desempenho ficou acima das projeções apresentadas antes e durante o evento. Representantes da indústria trabalhavam com a possibilidade de vendas próximas de R$ 4 bilhões em máquinas. O resultado final ultrapassou essa referência em cerca de R$ 1,46 bilhão.

A reação é relevante porque a compra de uma máquina representa uma decisão de investimento de longo prazo. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras e equipamentos de precisão não atendem apenas à expansão das lavouras. Também permitem reduzir perdas, economizar insumos, executar as operações dentro da janela ideal e aumentar a produtividade.

Parte da procura está relacionada à necessidade de renovação da frota. Produtores que adiaram a substituição de equipamentos voltaram a avaliar compras, especialmente diante da perspectiva de recuperação dos preços de grãos e da valorização da pecuária. A proximidade da implantação da safra de verão também ajudou a colocar tecnologia e capacidade operacional no centro das decisões.

A Massey Ferguson levou 11 lançamentos à Expointer, com atenção especial aos equipamentos destinados à agricultura familiar. A empresa identificou demanda entre produtores profissionalizados que mantiveram o planejamento de médio prazo e precisam ampliar a eficiência das propriedades.

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A CNH, controladora das marcas New Holland e Case IH, também utilizou a feira para reforçar suas soluções financeiras e apresentar tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. As condições oferecidas incluíram consórcios e linhas do Plano Safra, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Alimentos (Pronaf Mais Alimentos), o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e sua modalidade destinada ao médio produtor.

Além das linhas bancárias tradicionais, consórcios, cooperativas, financiamento das próprias fabricantes e operações de troca de insumos ou equipamentos por parte da produção ampliaram as possibilidades de negociação. A combinação dessas modalidades permitiu adequar prazos e pagamentos ao fluxo de receita de diferentes propriedades.

O resultado não ficou restrito às máquinas. O setor automobilístico movimentou R$ 668,75 milhões durante a feira. As vendas de animais alcançaram R$ 21,99 milhões, avanço de 21,02% em comparação com 2025. Ao todo, 7.926 animais foram inscritos para exposições, julgamentos e competições.

O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou R$ 14,4 milhões em vendas, aumento de 5,57%. Os 509 estandes reuniram empreendimentos de 216 municípios gaúchos, entre agroindústrias, produtores de plantas e flores, artesãos e cozinhas.

Das iniciativas presentes no pavilhão, 400 eram agroindústrias familiares, 74 atuavam no artesanato e 28 comercializavam plantas, mudas e flores. A feira também reuniu 265 empreendimentos conduzidos por jovens, 179 liderados por mulheres e 69 com certificação orgânica.

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O artesanato movimentou outros R$ 2,11 milhões. Entre os expositores estavam empreendimentos indígenas e quilombolas, ampliando a presença de diferentes formas de produção e geração de renda dentro do espaço destinado à agricultura familiar.

A movimentação econômica foi acompanhada por um público de 938.470 visitantes. Somente no domingo (6), último dia do evento, 144.516 pessoas passaram pelo parque. A presença de consumidores urbanos, famílias, estudantes e profissionais do setor reforçou a função da Expointer como ligação entre o campo, a indústria e as cidades.

Os números mostram uma feira com crescimento distribuído entre diferentes segmentos. O avanço mais forte das máquinas revela confiança na continuidade da produção e na busca por ganhos de eficiência, enquanto os resultados da agricultura familiar, dos animais e dos veículos demonstram que a movimentação alcançou propriedades de diferentes portes.

Mais do que contabilizar propostas e contratos, a Expointer funcionou como uma vitrine das decisões que deverão aparecer nas próximas safras. A renovação de equipamentos, a adoção de novas tecnologias e a procura por soluções financeiras indicam que parte dos produtores voltou a planejar investimentos.

A próxima edição terá caráter histórico. A 50ª Expointer será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, novamente no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. A feira chegará aos 50 anos depois de encerrar 2026 com R$ 6,2 bilhões em negócios e um sinal positivo de confiança no futuro do campo.

Fonte: Pensar Agro

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