AGRONEGÓCIO

Brasil avança na produção nacional de fertilizantes e pode reduzir dependência externa até 2028

Publicado em

Petrobras retoma investimentos em fertilizantes

Durante a 5ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Fertilizantes (Confert), realizada nesta terça-feira (22), em Brasília, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou que a estatal retomará os investimentos em fábricas de fertilizantes, com o objetivo de reduzir a dependência do Brasil por insumos importados.

A expectativa é que, até 2028, quatro unidades da Petrobras – localizadas nos estados do Paraná, Bahia, Sergipe e Mato Grosso do Sul – estejam em operação, atendendo até 35% da demanda nacional por fertilizantes à base de ureia.

Segundo Chambriard, “o agro e o setor de petróleo estão se fundindo cada vez mais. E o fertilizante é uma excelente oportunidade para a gente ampliar o nosso mercado de gás”.

Quase 100% da ureia ainda é importada

Atualmente, o Brasil importa quase a totalidade da ureia usada na agricultura. As fábricas que receberão os aportes da Petrobras são:

  • Araucária Nitrogenados (Ansa), no Paraná;
  • Fafen Bahia;
  • Fafen Sergipe;
  • UFN-III, em Três Lagoas (MS).
Leia Também:  Balança comercial do Agro Paulista bate recorde em 2023 com superávit de US$ 23,34 bilhões

Os investimentos previstos somam R$ 900 milhões, com execução entre 2025 e 2029. Conforme a presidente da estatal, os projetos já geram entre 13 mil e 15 mil empregos.

Governo destaca impacto econômico da medida

Presente na reunião, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou a relevância da iniciativa para o agronegócio e para a economia nacional.

“O Brasil é grande produtor e exportador de proteína animal e vegetal. Neste ano, teremos uma safra recorde, com crescimento de 10%. E a demanda por fertilizantes é crescente”, afirmou.

Confert aprova novos projetos estratégicos

Durante o encontro, foram incluídos 16 novos projetos na Carteira de Projetos Estratégicos do Confert. Destes, 14 são da Embrapa, um do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e um do setor privado.

Magda Chambriard também mencionou parcerias com a Embrapa para desenvolver fertilizantes de alta eficiência, com foco na produção de amônia, ureia e arla.

Projetos da Embrapa priorizam soluções sustentáveis

Dos 14 projetos da Embrapa, 11 são voltados à pesquisa e desenvolvimento de biofertilizantes, bioinsumos, bioestimulantes e bioinoculadores. Entre os destaques, está o desenvolvimento de bactérias promotoras de crescimento para mudas florestais, voltadas especialmente ao setor de celulose.

Leia Também:  Queda nas Exportações dos EUA Impacta Mercado de Milho
Setor privado investe em hidrogênio de baixo carbono

O projeto privado aprovado é da Prumo Logística e prevê a criação de um hub de hidrogênio de baixo carbono no Porto do Açu, no Rio de Janeiro. O objetivo é estruturar um ecossistema industrial integrado para a produção de hidrogênio sustentável e derivados, como amônia e metanol.

Mapa atua na regulamentação da Lei de Bioinsumos

O projeto do Ministério da Agricultura e Pecuária trata da regulamentação da Lei de Bioinsumos, sancionada em dezembro de 2024. A legislação define normas para produção, uso, fiscalização, rotulagem, transporte, exportação e incentivos a bioinsumos voltados aos setores agrícola, pecuário, aquícola e florestal – inclusive para produção para uso próprio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Açúcar mantém alta nas bolsas internacionais e mercado interno recua em início de maio com avanço da safra

Published

on

Mercado internacional do açúcar segue em trajetória positiva

O mercado global do açúcar manteve viés de alta nesta terça-feira (5), prolongando o movimento positivo observado no início da semana nas principais bolsas internacionais.

Em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o pregão em valorização. O contrato julho/26 avançou para 15,37 cents de dólar por libra-peso, enquanto outubro/26 atingiu 15,83 cents/lbp. Já o vencimento março/27 também apresentou ganho, fechando a 16,63 cents/lbp. Os demais contratos acompanharam o movimento, reforçando a percepção de sustentação nas cotações.

Açúcar branco também sobe na ICE Europe

Na ICE Europe, o açúcar branco registrou valorização consistente em toda a curva futura.

O contrato agosto/26 foi negociado a US$ 452,20 por tonelada, enquanto outubro/26 subiu para US$ 452,50. Já o vencimento dezembro/26 avançou para US$ 456,00 por tonelada. Os demais prazos também apresentaram altas, indicando continuidade do movimento de recuperação no mercado internacional.

Mercado interno recua com avanço da safra no Brasil

No mercado físico brasileiro, o açúcar cristal branco apresentou leve queda. O indicador CEPEA/ESALQ, referência para São Paulo, registrou recuo de 0,41% nesta terça-feira (5), com a saca de 50 kg cotada a R$ 97,43.

Leia Também:  Queda nas Exportações dos EUA Impacta Mercado de Milho

No acumulado de maio, o indicador já apresenta baixa de 0,49%, refletindo o início de mês pressionado pela maior disponibilidade do produto com o avanço da safra e ritmo mais intenso de moagem.

Etanol também registra ajuste negativo em São Paulo

O mercado de etanol hidratado também seguiu em leve retração no estado de São Paulo. O Indicador Diário Paulínia apontou o combustível negociado a R$ 2.400,00 por metro cúbico, com queda de 0,33% no dia.

No acumulado de maio, o recuo é de 0,25%, mantendo o cenário de ajustes graduais após as perdas mais expressivas registradas em abril.

Câmbio, gasolina e mix de produção influenciam mercado

Segundo análise de mercado, a recente valorização da gasolina tem contribuído para sustentar o etanol, ao melhorar sua competitividade e incentivar o direcionamento da cana para o biocombustível.

Outro fator relevante é a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade das exportações brasileiras de açúcar, pressionando o mercado interno.

Além disso, revisões nas projeções globais indicam expectativa de menor oferta futura, com aumento da destinação da cana para produção de etanol em detrimento do açúcar. No Brasil, dados recentes reforçam essa tendência, com redução do mix açucareiro e queda na produção no início da safra 2026/27.

Leia Também:  Agronegócio Impulsiona PIB e Sustenta Crescimento de 2,3% em 2025, Estima Fazenda
Cenário segue equilibrado entre alta externa e ajustes internos

O comportamento divergente entre mercado internacional e interno reflete um cenário de transição, em que fundamentos globais de oferta e demanda sustentam os preços no exterior, enquanto o Brasil ajusta sua dinâmica de produção diante da evolução da safra e das condições econômicas e cambiais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA