AGRONEGÓCIO

Queda nas Exportações dos EUA Impacta Mercado de Milho

Publicado em

Na última semana, o mercado de milho apresentou uma queda nos futuros negociados em Chicago, conforme dados da StoneX. O contrato de dezembro fechou a US¢401,50 por bushel, marcando uma redução de 2,8%. Essa movimentação negativa foi impulsionada pela divulgação de um relatório de vendas de exportação que ficou aquém das expectativas, impactando a percepção de demanda global pelo milho norte-americano. Além disso, a robusta colheita nos Estados Unidos continua a pressionar os preços, mesmo diante de incertezas relacionadas ao clima seco na América do Sul, que pode afetar as próximas safras.

A StoneX também enfatizou que, além da oferta elevada, há preocupações logísticas nos EUA. A seca nos rios essenciais para o transporte da produção por hidrovias pode resultar em gargalos logísticos. Essa situação gera incertezas sobre como será realizada a distribuição de um volume excepcionalmente alto de milho, exigindo que o país encontre soluções para evitar problemas que poderiam agravar ainda mais a queda nos preços.

Leia Também:  Mercado de CBios Registra Queda Histórica e Estoques Elevados em 2025

No Brasil, o mercado de milho demonstrou relativa estabilidade. O contrato de novembro/24 na B3 encerrou a semana quase inalterado, cotado a R$67,85 por saca, com uma leve variação positiva de 0,1%. O cenário brasileiro continua a ser influenciado pelo que acontece no exterior, especialmente em relação ao impacto da colheita norte-americana sobre os preços e as exportações. Mesmo com a pressão externa, o ambiente local se mantém equilibrado, com os participantes atentos às condições climáticas e à oferta, tanto nos Estados Unidos quanto na América do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

Published

on

O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

Leia Também:  Soja ganha força, mas irregularidade das chuvas preocupa produtores

As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

Leia Também:  Balança comercial terá queda de exportação e mais importações, diz AEB

Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA