AGRONEGÓCIO

BR-101 Lidera Preço de Combustíveis em Janeiro, Segundo Índice Edenred Ticket Log

Publicado em

De acordo com o mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que analisa o comportamento de preços nas transações de combustíveis nos postos, a BR-101 manteve-se como a rodovia com os maiores preços médios de gasolina, etanol e diesel durante o mês de janeiro. O levantamento comparou a BR-101 com outras importantes rodovias brasileiras, como a Régis Bittencourt, Presidente Dutra e Fernão Dias.

Na BR-101, o preço médio do diesel comum foi de R$ 6,30, enquanto o diesel S-10 ficou em R$ 6,38. A gasolina foi comercializada a R$ 6,38, e o etanol a R$ 4,74. Segundo Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil, os altos preços na BR-101 podem ser atribuídos a fatores como a maior distância dos centros de refino e distribuição, que afetam os custos logísticos.

Por outro lado, o diesel mais barato foi encontrado na rodovia Fernão Dias, com média de R$ 5,96 para o diesel comum e R$ 6,11 para o S-10. A gasolina mais barata foi registrada na Presidente Dutra, a R$ 6,18, enquanto o etanol com o menor preço médio foi observado na Régis Bittencourt, a R$ 4,26 o litro.

Leia Também:  Casa Cuiabana terá novo sorteio após identificação de fraudes em cadastros

O IPTL é um índice confiável, baseado em dados de abastecimentos realizados em 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, que administra uma frota de 1 milhão de veículos e registra uma média de oito transações por segundo. A empresa, com mais de 30 anos de experiência, oferece soluções inovadoras e adaptadas às necessidades de mobilidade dos clientes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Regra que cruza desmatamento e crédito gera nova disputa no STF e acende alerta no agro

Published

on

A mudança nas regras do crédito rural, que passou a incorporar dados de monitoramento por satélite na análise de financiamento, levou o setor produtivo ao Supremo Tribunal Federal (STF) e abriu um novo flanco de disputa entre política ambiental e política agrícola.

A mudança foi publicada pelo portal Pensar Agro no último dia 9, leia aqui.

Nesta quarta-feira (15.04) a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil encontrou com ação questionando resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) que determinaram o uso de informações do sistema oficial de monitoramento do desmatamento (Prodes) como filtro nas operações de crédito para imóveis rurais acima de quatro módulos fiscais.

O ponto de conflito está na forma como a regra foi desenhada. Pelas normas, instituições financeiras devem considerar a existência de supressão vegetal apontada por satélite na análise de risco das operações. Na prática, isso introduz uma nova camada de verificação antes da liberação dos recursos.

Para o setor produtivo, o problema não está no monitoramento em si, mas na forma automática como a informação passa a impactar o crédito. O argumento é que o sistema não diferencia, de forma imediata, desmatamento ilegal de intervenções autorizadas, o que pode gerar bloqueios mesmo em propriedades regulares.

Leia Também:  Exportações do agronegócio somam US$ 10,7 bilhões em janeiro e recuam 23% frente a dezembro

Outro aspecto que pesa é o tempo de resposta. A ausência de prazos definidos para validação das informações e análise das justificativas apresentadas pelo produtor cria, segundo a entidade, um intervalo de incerteza em que o crédito simplesmente não chega. Em um setor dependente de calendário, esse atraso pode significar perda de janela de plantio ou redução de escala.

A discussão ganha relevância em um momento de maior restrição financeira no campo. Com juros elevados e avanço do endividamento, o crédito rural já opera com maior seletividade. A introdução de um novo filtro, ainda sujeito a inconsistências técnicas, tende a ampliar esse efeito.

Na leitura de agentes do mercado, a medida altera a lógica tradicional da política de crédito, que historicamente combina análise financeira com critérios produtivos. Ao incorporar um indicador ambiental como elemento de bloqueio prévio, a regra desloca parte do risco regulatório para dentro da operação.

A CNA sustenta que o modelo atual cria uma presunção de irregularidade antes da análise individual de cada caso, o que, na prática, transfere ao produtor o ônus de comprovar sua regularidade após a negativa de crédito. Para a entidade, isso contraria princípios básicos do direito administrativo e compromete a previsibilidade necessária ao financiamento da produção.

Leia Também:  Desenrola Rural já renegociou R$ 1,78 bilhão e beneficiou 56 mil famílias

O governo, por sua vez, vê a medida como instrumento de alinhamento entre crédito público e compromissos ambientais, em linha com exigências de mercado e acordos internacionais. A avaliação é de que o sistema contribui para coibir irregularidades e dar maior transparência às operações.

O desfecho da disputa deve definir o alcance dessa nova lógica. Caso o STF suspenda as resoluções, o crédito tende a voltar ao modelo anterior. Se mantidas, as regras devem consolidar um novo padrão, em que variáveis ambientais passam a ter peso direto na liberação de financiamento.

Para o produtor, o efeito é imediato: mais do que custo, o crédito passa a depender também da leitura de dados remotos e da capacidade de comprovar regularidade em tempo hábil. Em um setor guiado por janela de plantio e fluxo de caixa, essa variável pode fazer diferença entre produzir ou reduzir área na próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA