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Arroba em alta melhora margem do pecuarista, mostra Cepea

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Os preços do boi gordo voltaram a operar em patamares elevados em termos reais e têm melhorado a relação de troca para o pecuarista terminador, mesmo diante da valorização contínua do bezerro. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) mostra que, na parcial de abril, a quantidade de arrobas necessárias para a compra de um animal de reposição caiu ao menor nível em 12 meses.

De acordo com o indicador do Cepea para o estado de São Paulo, a arroba do boi gordo registra média de R$ 363,82 até 14 de abril, avanço de 13% frente a janeiro e de 14% em relação a abril do ano passado, já descontada a inflação pelo IGP-DI. O valor coloca o mercado praticamente no maior nível real da série, muito próximo do recorde observado em novembro de 2011, de R$ 364,82 por arroba.

Na outra ponta, o bezerro também segue em trajetória de alta. O indicador Cepea/Esalq para o animal nelore de 8 a 12 meses, com base no mercado de Mato Grosso do Sul, aponta média de R$ 3.316,71 em abril, com valorização de 7,4% no ano e de 19,5% na comparação com igual período de 2025. Ainda assim, o preço permanece abaixo do pico histórico real, registrado em abril de 2021, quando superou R$ 3.610.

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Apesar da pressão do custo de reposição, a alta mais intensa da arroba tem favorecido o terminador. Na prática, a relação de troca melhorou: são necessárias atualmente 9,12 arrobas para a compra de um bezerro, o melhor patamar desde abril do ano passado. Quanto menor esse número, maior o poder de compra do pecuarista na reposição do rebanho.

O movimento reflete um ajuste típico do ciclo pecuário. Após um período de oferta maior de animais para abate, os preços do boi reagiram, sustentados por demanda firme e menor disponibilidade relativa. Ao mesmo tempo, a reposição segue valorizada, acompanhando a retenção de fêmeas e a expectativa de recomposição de rebanho.

Para o produtor, o momento é de melhora nas margens da terminação, mas ainda exige atenção na estratégia de compra. A relação de troca mais favorável abre espaço para recomposição de plantel, mas a volatilidade dos preços, tanto da arroba quanto do bezerro, segue como fator de risco.

No curto prazo, o comportamento da demanda interna, das exportações e da oferta de animais prontos para abate deve continuar ditando o ritmo do mercado. Se a arroba se mantiver próxima dos níveis atuais, a tendência é de sustentação das margens do terminador, mesmo com custos elevados na reposição.

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Fonte: Pensar Agro

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Café recua forte nas bolsas internacionais e pressiona estratégia de venda no Brasil

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Queda expressiva marca início do pregão

O mercado internacional de café iniciou esta quinta-feira (16) em forte baixa, impactando diretamente o cenário para produtores brasileiros. O movimento reflete ajustes técnicos e maior cautela dos investidores diante da proximidade da colheita no Brasil, reduzindo o suporte observado recentemente nas cotações.

Arábica registra perdas superiores a 1.000 pontos em Nova York

Na Bolsa de Nova York, os contratos de café arábica abriram o dia com quedas expressivas em toda a curva:

  • Maio/2026: queda de 1.020 pontos, cotado a 294,05 cents/lb
  • Julho/2026: recuo de 1.025 pontos, a 288,00 cents/lb
  • Setembro/2026: baixa de 930 pontos, para 274,80 cents/lb
  • Dezembro/2026: perda de 850 pontos, cotado a 267,00 cents/lb
Robusta também opera em baixa em Londres

Na Bolsa de Londres, o café robusta acompanhou o movimento negativo:

  • Maio/2026: queda de 44 pontos, a US$ 3.484 por tonelada
  • Julho/2026: recuo de 50 pontos, para US$ 3.344
  • Setembro/2026: baixa de 46 pontos, a US$ 3.276
  • Novembro/2026: queda de 45 pontos, cotado a US$ 3.222 por tonelada
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Ajustes técnicos e colheita no Brasil pressionam preços

A desvalorização está diretamente ligada à realização de lucros após as recentes altas, além do reposicionamento dos investidores diante da iminente colheita brasileira. Com a expectativa de aumento gradual da oferta nas próximas semanas, o mercado começa a retirar parte do chamado “prêmio climático” que vinha sustentando os preços.

Maior oferta reduz urgência de compras

Outro fator que pesa sobre as cotações é o comportamento do fluxo de comercialização no Brasil. Apesar dos estoques ainda limitados, a entrada da nova safra tende a ampliar a disponibilidade física do produto, reduzindo a necessidade imediata de compras e pressionando os contratos futuros.

Produtor deve redobrar atenção às decisões de venda

Para o produtor brasileiro, o cenário indica maior volatilidade no curto prazo. A queda simultânea do arábica e do robusta sinaliza que o mercado já começa a precificar a chegada da safra, exigindo cautela na definição de estratégias comerciais — especialmente para quem ainda possui volumes disponíveis da safra atual.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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