A Polícia Civil de Mato Grosso participa, na manhã desta quinta-feira (16.4), da Operação Bulwark, deflagrada em 18 estados da federação, sob a coordenação nacional pelo Ministério da Justiça e Segurança Publica, no âmbito da Operação Escola Segura, com foco na repressão a conteúdos digitais relacionados à violência extrema e ao discurso de ódio.
A operação cumpre ordens judiciais nos estados de Mato Grosso (MT), Minas Gerais (MG), Pará (PA), São Paulo (SP), Santa Catarina (SC), Rio de Janeiro (RJ), Ceará (CE), Paraná (PR), Alagoas (AL), Piauí (PI), Goiás (GO), Maranhão (MA), Acre (AC), Bahia (BA), Pernambuco (PE), Amazonas (AM) e Rio Grande do Sul (RS).
Em Mato Grosso, a operação conta com a atuação da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), que cumpre um mandado de busca e apreensão no município de Cáceres.
As investigações foram conduzidas pelas próprias Polícias Civis estaduais, que analisaram informações recebidas, realizaram diligências, representaram pelas medidas cabíveis e cumpriram mandados de busca e apreensão, evidenciando o protagonismo das instituições na prevenção e repressão de ameaças no ambiente digital.
A operação teve como foco a repressão a crimes relacionados a atos extremistas, com destaque para manifestações associadas ao extremismo violento niilista , à exploração sexual de crianças e adolescentes e ao compartilhamento desses conteúdos na internet, com especial atenção à proteção de públicos vulneráveis e à prevenção de possíveis ataques em ambiente escolar.
Além das medidas judiciais, a atuação das Polícias Civis incluiu ações policiais diversas de intervenção cautelar, como diligências, abordagens, oitivas, intimações e apreensões consentidas, realizadas de forma preventiva e estratégica.
A ação também incluiu medidas coordenadas para moderação de conteúdo, com vistas à remoção de materiais ilícitos, bem como a desativação de perfis e grupos em redes sociais e aplicativos de mensageria.
Operação Bulwark
A operção integra esforços contínuos das Polícias Civis, em articulação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para o enfrentamento de ameaças digitais com potencial de impacto no mundo real.
O nome “Bulwark”, que significa “baluarte” ou “linha de defesa”, simboliza a atuação firme e coordenada das forças de segurança pública na proteção da sociedade e na contenção de riscos no ambiente digital.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta segunda-feira (22.6), mandado de prisão preventiva contra um homem de 29 anos, investigado pelos crimes de descumprimento de medidas protetivas de urgência, ameaça e violência psicológica, praticados contra sua ex-companheira, de 41 anos.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis 24 horas de Várzea Grande (DEDM), apontaram que, mesmo após ser regularmente intimado das medidas protetivas deferidas pelo Poder Judiciário, o suspeito continuou mantendo contato com a vítima de forma insistente, por meio de ligações telefônicas, mensagens e até transferências bancárias utilizadas para encaminhar recados à ofendida.
Conforme apurado pela DEDM, o investigado também passou a monitorar a residência da vítima, transitando frequentemente nas proximidades do imóvel. Além disso, foram registradas ameaças de morte direcionadas à mulher e aos seus filhos.
A vítima relatou que as condutas reiteradas provocaram intenso abalo emocional, ocasionando crises de ansiedade, insônia, medo constante e sintomas compatíveis com estresse pós-traumático.
Diante da gravidade dos fatos, da persistência das condutas criminosas, do reiterado descumprimento das medidas protetivas e do fundado temor demonstrado pela vítima, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário.
O mandado foi cumprido quando o suspeito compareceu à unidade policial para ser ouvido no respectivo inquérito. Após a formalização dos procedimentos legais, ele foi colocado à disposição da Justiça.
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